Mariene Teixeira deixou a vida urbana para investir na produção e na venda de café depois de identificar uma oportunidade no próprio negócio. Proprietária da confeitaria Maria Tortes, ela transformou o café que já servia aos clientes em um novo empreendimento no agronegócio.
Essa mudança começou quando a empresária se aproximou de pessoas que trabalham no campo e percebeu que passou a enxergar o setor de outra forma. Filha de pais mineiros, Mariene conta que, antes dos 30, preferia a vida urbana, mas se interessou gradualmente pelo agronegócio.
Do balcão à lavoura
Na confeitaria, o café estava sempre presente nos cardápios oferecidos aos clientes. Essa rotina fez a empresa se perguntar por que não produzir seu próprio produto, em vez de depender de fornecedores externos. A ideia de produzir café próprio deixou de ser apenas uma possibilidade e passou a integrar os planos da empresa.
A empresária comercializa café de terceiros enquanto sua própria produção se consolida, depois de estruturar uma lavoura de café ao longo do tempo. Seu próximo passo é lançar uma marca própria e ampliar sua atuação no mercado, com projetos voltados à exportação do produto.
Empreendedorismo feminino no agronegócio
A experiência anterior dela no varejo foi fundamental para identificar uma demanda e transformá-la em oportunidade de negócio. Segundo ela, empreender exige observar o mercado, buscar formas de inovar e fazer aquilo que a maioria não está fazendo. Essa estratégia permitiu que ela encontrasse um espaço diferenciado no setor.
A entrada de Mariene no agronegócio não seguiu uma trajetória tradicional no campo. Ela começou a atuar no setor comercializando café, depois investiu na produção e, futuramente, pretende operar uma marca própria. Tudo partiu de atividades que já faziam parte da rotina de seu negócio.
No Encontro Estadual das Mulheres do Agronegócio, Mariene conheceu outras empreendedoras que também buscam oportunidades no setor. Além do trabalho no campo e na confeitaria, ela usa as redes sociais para compartilhar experiências e acompanhar histórias de outras mulheres que encontraram no empreendedorismo uma possibilidade de transformar suas realidades.













