Nesta quarta-feira, o Rio Grande do Sul enfrentará tempestades severas, enquanto o Centro-Oeste e o Sudeste terão seca extrema, bloqueio atmosférico e ressecamento crítico do ar.
O Sul conviverá com risco de inundações e chuva intensa, enquanto o Centro-Oeste e o Sudeste terão umidade crítica e elevado risco de queimadas.
Tocantins e o sul do Pará também registrarão condições favoráveis a queimadas por causa da baixa umidade.
Desde a madrugada, pancadas intensas, trovoadas e temporais isolados atingirão a Campanha gaúcha, o litoral, a Região Central e a Grande Porto Alegre, com avanço para o oeste antes do meio-dia.
À tarde e à noite, o sul de Santa Catarina também registrará chuvas moderadas a fortes, com risco de temporal.
Uma massa de ar polar reduzirá as temperaturas no Rio Grande do Sul e no extremo sul catarinense.
Seca extrema atinge Brasil enquanto Sul enfrenta tempestades
O bloqueio de alta pressão que domina o interior do Sudeste provoca calor extremo em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, com céu aberto e temperaturas elevadas.
A umidade cairá para níveis críticos, entre 20% e 30%, na maior parte dos estados.
No norte de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no oeste de Minas Gerais, os índices ficarão entre 12% e 20%, em nível de alerta.
Centro-oeste sob calor e ressecamento intenso
O Centro-Oeste enfrenta calor extremo em Goiás, Mato Grosso, no Distrito Federal e no centro-leste de Mato Grosso do Sul.
No centro e no leste de Goiás, os índices de umidade ficam entre 12% e 20%.
A subsidência do ar intensifica o ressecamento da atmosfera e eleva o risco de queimadas na região. Apenas o sul, o sudoeste e o oeste de Mato Grosso do Sul escapam desse cenário.
Nesses locais, a aproximação do sistema frontal favorece a formação de nuvens e ventos amenos de origem polar.
Litoral nordestino com chuvas e interior seco
A umidade marítima do Atlântico mantém a faixa litorânea do Nordeste instável, com chuvas moderadas a fortes atingindo a costa entre Rio Grande do Norte e Alagoas, além da região entre Salvador e o sul da Bahia.
Temporais entre a Paraíba e Alagoas apresentam risco elevado, com ventos de até 70 quilômetros por hora em pontos isolados.
No interior, Maranhão, Piauí, Ceará, oeste de Pernambuco e oeste da Bahia permanecem ensolarados, quentes e secos, com umidade entre 20% e 30%, em contraste com a instabilidade do litoral.
Extremo Norte com risco elevado de temporal
O calor tropical e a umidade alta provocam pancadas de chuva com trovoadas no extremo norte e no oeste da Região Norte, especialmente em Roraima, no norte, noroeste e oeste do Amazonas, no Acre, no oeste de Rondônia e no nordeste do Pará.
O risco significativo de temporal no oeste e no sul do Acre exige monitoramento contínuo. Em todo o país, mais de cem municípios enfrentam um período prolongado sem chuva.
Alguns registram mais de 150 dias consecutivos sem precipitação, o que agrava as condições para o setor agrícola.
Alerta máximo no Rio Grande do Sul
O Inmet emitiu alerta vermelho para o Rio Grande do Sul com previsão de acumulados superiores a 100 mm de chuva por dia e ventos de até 120 quilômetros por hora.
Residentes devem tomar precauções contra alagamentos, deslizamentos e queda de árvores durante o período de instabilidade máxima.
Enquanto isso, o Paraná, excetuado seu Norte e oeste, mantém tempo firme e quente, com umidade caindo para 20% a 30%.
O padrão de contraste que marca quarta-feira reflete um Brasil dividido entre duas dinâmicas meteorológicas excludentes.
Por isso, é preciso acompanhar tanto os alertas de tempestades quanto o avanço da estiagem.













