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“Era tudo o que a gente fazia”: antes de conquistar o mundo no cinema, Dolly Parton capinava milho e plantava tabaco na fazenda da família

Por Yasmin Henrique
28/08/2026
Era tudo gente fazia conquistar

Foto: reprodução/The Maizex Corn Maze

Nascida em 19 de janeiro de 1946, Dolly Parton foi a quarta de 12 filhos e cresceu em Sevier County, no Tennessee, em uma família que vivia da agricultura. Seus pais, Robert Lee e Avie Lee Parton, eram meeiros até conseguirem comprar uma pequena propriedade.

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A infância foi marcada pela pobreza e pelo trabalho no campo. Na fazenda, Dolly capinava milho, plantava e colhia tabaco e ajudava nas demais tarefas agrícolas. Era uma rotina compartilhada pelos irmãos para garantir o sustento da família. Décadas depois, ao recordar aquele período, resumiria: “Era tudo o que a gente fazia.”

A música surgiu como refúgio. Dolly começou a compor por volta dos cinco anos, inspirando-se nas pessoas e histórias que conhecia. A família materna, os Owens, tinha tradição musical e percebeu cedo seu talento.

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A trajetória de Dolly Parton da fazenda ao palco

Aos 10 anos, Dolly já se apresentava em programas de rádio e televisão em Knoxville. Aos 12, gravou seu primeiro disco e, aos 13, chegou ao palco do Grand Ole Opry, em Nashville, levada por seu tio Bill Owens.

Após concluir o ensino médio, em 1964, mudou-se para Nashville, centro da música country americana. A indústria fonográfica era dominada por homens, e os primeiros anos foram de tentativas até que suas composições começassem a chamar atenção.

Carreira musical de Dolly

Primeiros sucessos:

  • 1965: Bill Phillips gravou “Put It Off Until Tomorrow”, composição de Dolly, com participação dela nos vocais de apoio, sem crédito.
  • 1966: lançou “Dumb Blonde”, que chegou ao Top 30 country e chamou a atenção de Porter Wagoner.
  • Porter Wagoner: convidou Dolly para seu programa, The Porter Wagoner Show, e ajudou a negociar seu contrato com a RCA.
  • 1967 a 1974: mantiveram uma parceria musical de sucesso, com gravações e apresentações na televisão.

Compositora:

  • Centenas de músicas: escreveu para o próprio repertório e para outros artistas.
  • “Jolene”: tornou-se um de seus maiores clássicos.
  • “I Will Always Love You”: composta por Dolly e posteriormente transformada em sucesso mundial por Whitney Houston.
  • Temas: infância, pobreza, família, religião, trabalho e vida rural aparecem com frequência em suas letras.

Carreira solo:

  • Independência: deixou a parceria com Wagoner para assumir maior controle da carreira.
  • 1977: Here You Come Again ampliou seu público para além da música country.
  • 1980: estrelou 9 to 5, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin.
  • Hollywood: o sucesso do filme consolidou sua carreira como atriz.
  • Música: lançou dezenas de álbuns e conquistou diversos Grammy Awards.

Legado:

  • Country: tornou-se uma das artistas mais importantes do gênero.
  • Cinema e TV: construiu uma carreira paralela como atriz e personalidade televisiva.
  • Cultura popular: transformou elementos da infância rural e dos Apalaches em parte marcante de sua identidade artística.

Da infância rural ao próprio parque

Mesmo famosa, Dolly manteve uma forte ligação com Sevier County. Em 1986, tornou-se parceira do parque Silver Dollar City, em Pigeon Forge, que foi reformulado e rebatizado como Dollywood.

O empreendimento se tornou uma das principais atrações turísticas do Tennessee, combinando brinquedos, música, culinária e elementos da cultura dos Apalaches, região que influenciou sua formação.

A ligação com o campo também permaneceu em sua obra. Dolly transformou lembranças da infância em músicas e histórias que ajudaram a construir sua identidade artística.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Sou uma jovem de 20 anos que cursa jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita, sempre adorei a ideia de informar as pessoas e meus textos fazerem a diferença na vida de alguém. Ainda estou começando na trilha profissional, mas planejo alcançar muita coisa. Quando não estou estudando, sou redatora do Consulta Pública.

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