Um produtor rural foi multado em R$ 94 mil após remover e incendiar ilegalmente a vegetação de sua propriedade para ampliar o espaço destinado à pecuária. A área atingida fica na região central do Paraná e inclui um trecho protegido pela legislação ambiental.
O caso ocorreu na localidade da Estrada Rural Cavernoso, no município de Candói. De acordo com a Polícia Militar Ambiental, responsável pela fiscalização, a intervenção destruiu 5,44 hectares, equivalentes a 54,4 mil metros quadrados — extensão superior à de sete campos de futebol.
Vegetação nativa da Mata Atlântica foi destruída
Toda a área afetada era coberta por vegetação nativa do bioma Mata Atlântica, que se encontrava em estágio médio de regeneração. Essa classificação indica que a floresta já havia sofrido alterações anteriores e estava em processo de recuperação.
Parte do desmatamento ocorreu em uma Área de Preservação Permanente (APP), espaço submetido a regras específicas de proteção ambiental. A remoção de árvores nativas sem autorização pode resultar em sanções administrativas e responsabilização criminal.

Corte de árvores exige autorização ambiental
Além da multa aplicada, o fazendeiro será investigado pela Polícia Civil e poderá responder criminalmente pelos danos causados à vegetação. A ocorrência foi identificada pela Polícia Militar Ambiental, que também recebe denúncias de desmatamento ilegal e outras infrações ambientais pelo Disque-Denúncia, no telefone 181.
No Paraná, as regras para o corte de árvores variam conforme a espécie e a localização. Segundo as normas do Instituto Água e Terra (IAT), o corte de espécies exóticas, como pinus e eucalipto, geralmente dispensa autorização prévia, exceto quando as árvores estão em áreas de preservação permanente.
Já a retirada de espécies nativas, como a araucária, depende de autorização ambiental, independentemente do local em que estejam. A exigência busca controlar a supressão da vegetação natural e proteger os ecossistemas do estado.













