A cor da pele do frango é frequentemente interpretada como indicador de qualidade, mas essa relação não é tão direta quanto parece.
Segundo Carlos Porta, CEO de Carnes del Corral, a tonalidade depende principalmente da alimentação, da genética e das condições em que a ave é criada. A alimentação é um dos fatores mais relevantes nessa variação.
Quando a ração contém ingredientes ricos em carotenoides, como o milho, esses pigmentos se acumulam na pele e na gordura subcutânea, resultando em uma tonalidade amarelada.
Cereais diferentes, como o trigo ou o sorgo, possuem menos desses pigmentos e tendem a produzir aves com a pele mais clara.
Genética, clima e alimentação interferem na cor
Cada animal absorve e acumula esses pigmentos de forma distinta devido à sua carga genética. Além disso, as condições climáticas modificam o consumo alimentar e a quantidade de gordura que o frango desenvolve ao longo do tempo.
Nos meses mais frios, o maior consumo de alimento favorece o acúmulo de gordura e dos pigmentos do milho.
Em épocas quentes, o resultado pode ser diferente. Um frango amarelo não é necessariamente superior a um branco: a cor revela informações sobre a alimentação, mas não é suficiente para determinar a qualidade do produto.
A aparência também varia entre animais criados ao ar livre, dependendo das condições específicas de cada estação.
O que realmente importa ao escolher
Para Porta, o ritmo de crescimento e a idade ao abate são indicadores mais relevantes.
Sua empresa trabalha com linhagens de crescimento lento e criação ao ar livre, permitindo que as aves se desenvolvam durante mais tempo.
A ficha técnica de um de seus frangos campestres indica idade mínima de abate de 81 dias e criação com acesso ao exterior.
Ao escolher um frango, portanto, a tonalidade da pele não deve ser o único critério.
A alimentação, a genética, o sistema de criação e a idade do animal são mais relevantes para avaliar as características do frango do que observar se a pele é branca ou amarela.













