Nativo de diferentes regiões do Brasil, o bacupari é uma fruta pequena, de casca amarela ou alaranjada e polpa branca. Seu formato ovalado e a coloração da casca podem lembrar uma mini manga, mas o sabor é bem diferente: a polpa combina doçura com um toque de acidez.
Também chamado de bacopari, bacupari-miúdo, bacuparizinho e mangostão-amarelo, o fruto pertence ao gênero Garcinia. Entre as espécies associadas ao nome bacupari estão Garcinia brasiliensis e Garcinia gardneriana.
As árvores podem assumir porte arbustivo ou atingir cerca de 15 metros, dependendo da espécie e das condições de cultivo. Além dos frutos, a madeira também possui usos econômicos.
O que a ciência já descobriu sobre o bacupari
Compostos bioativos
- Ação antioxidante: presença de substâncias que podem atuar contra o estresse oxidativo.
- Ação antimicrobiana: atividade observada em diferentes extratos da planta.
- Ação anti-inflamatória: identificada em pesquisas experimentais.
- Nutrientes: vitamina C, carotenoides, flavonoides, xantonas e biflavonoides.
Microbiota e inflamação
- Garcinia brasiliensis: extrato alterou a composição da microbiota intestinal em ratos obesos.
- Estresse oxidativo: houve redução de marcadores associados ao processo.
- Inflamação: também foram observadas alterações em marcadores inflamatórios.
- Limitação: os resultados foram obtidos em animais e ainda não podem ser extrapolados para humanos.
Potencial antimicrobiano e antiparasitário
- Bactérias: atividade observada em estudos laboratoriais.
- Candida albicans: extratos apresentaram ação contra o fungo.
- Parasitas: pesquisas investigam efeitos contra organismos relacionados à leishmaniose, doença de Chagas e esquistossomose.
Potencial antitumoral
- 7-epiclusianona: composto da planta que apresentou atividade contra células tumorais em laboratório.
- Glioblastoma: efeito observado em modelos experimentais com células.
- Estudos em animais: extratos das folhas também foram avaliados em modelos de tumores.
O que ainda falta comprovar
- Os resultados são principalmente de estudos in vitro e com animais.
- Ainda não há evidências suficientes para afirmar que o bacupari previne ou trata câncer, infecções ou outras doenças em humanos.
- Os resultados indicam potencial para novas pesquisas, mas não comprovam efeito terapêutico no consumo da fruta.
Como consumir a fruta
Consumido ao natural ou em preparações como sucos, saladas, vitaminas, sorvetes e geleias, o bacupari oferece múltiplas formas de aproveitamento. As folhas também podem ser preparadas em chás para fins medicinais.
Por ser pobre em calorias, a fruta é uma opção para dietas voltadas à perda de peso. Para ajudar a emagrecer, o bacupari deve fazer parte de uma dieta saudável associada a práticas regulares de atividades físicas.













