Aos 69 anos, Pedro Antônio Oliveira começou uma nova carreira no campo e, em apenas três anos, ampliou a estrutura da propriedade de 16 para 24 aviários de frango de corte. O próximo objetivo já está definido: construir mais seis unidades e chegar a 30.
As oito novas estruturas foram construídas entre 2023 e 2025 e começaram a operar entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. A expansão aumentou a necessidade de mão de obra e levou os filhos de Pedro, que anteriormente trabalhavam com ele em uma empresa de reciclagem de plástico, a participar da administração da atividade rural.
A mudança começou aos 69 anos
Antes de assumir a granja, Pedro havia passado 47 anos em São Paulo, onde manteve por 25 anos uma empresa de reciclagem de plástico. A relação com o campo, porém, vinha desde a infância, quando trabalhava com os irmãos no cultivo de alho, cebola, amendoim e algodão.
Em 2003, já proprietário de uma área rural, tentou novamente viver da agricultura. Plantou alho, mas, apesar da boa colheita, os preços não remuneraram a produção. A experiência lhe rendeu o apelido de “Pedro do Alho”. Depois, também investiu em milho e eucalipto, sem encontrar nessas culturas uma atividade capaz de sustentar a expansão da propriedade.
A mudança definitiva ocorreu durante a pandemia de Covid-19. Pedro, que costumava visitar a fazenda apenas nos fins de semana, passou a permanecer mais tempo no local. Nesse período, observou o crescimento da avicultura na região, visitou outros produtores e buscou orientação técnica para entender o funcionamento do setor.
Como a avicultura se tornou a solução
A área disponível foi um dos fatores decisivos. Para ampliar a produção de soja ou milho em uma escala economicamente interessante, seria necessário adquirir mais terras. A avicultura permitia concentrar uma produção de proteína em estruturas instaladas em uma área menor.
O sistema de integração com uma agroindústria também facilitou a entrada na atividade. Nesse modelo, a empresa integradora fornece insumos e assistência técnica e participa da comercialização, enquanto o produtor investe na estrutura e conduz a criação.
A operação começou com 16 aviários e avançou rapidamente para 24. Agora, a família trabalha para chegar a 30 unidades, enquanto os filhos assumem gradualmente mais responsabilidades na gestão.













