Uma vaca com apenas 51 centímetros de altura, criada em uma fazenda de Bangladesh, conquistou o recorde de menor bovino já registrado.
Batizada de Rani, palavra que significa “rainha” em Bengali, a fêmea pesa 26 quilos e é tão diminuta que os tratadores a carregam nos braços com facilidade.
Desde que a notícia de seu tamanho diminuto se tornou pública, milhares de pessoas visitaram a propriedade em Charigram, desrespeitando restrições de coronavírus.
O tamanho extraordinário de Rani atraiu multidões à propriedade em Charigram, mesmo durante restrições sanitárias rigorosas provocadas pela pandemia.
Mais de 15 mil pessoas visitaram a fazenda em apenas três dias para ver de perto a vaca considerada uma raridade genética, deixando a rotina da criação completamente alterada pela repercussão.
Uma raça rara e extremamente jovem
Rani é uma vaca Bhutti (ou Butanesa) branca, raça da qual outras fêmeas na mesma fazenda têm pelo menos o dobro de seu tamanho.
Com apenas 23 meses de vida, ela ganhou aproximadamente 7 quilos durante o último ano, mas não deverá crescer mais.
Seu recorde anterior era ocupado por Manikyam, uma vaca da raça Vechur medindo 61 centímetros, originária da Índia e certificada pelo Guinness Book em 2014.
O gerente da fazenda, Hasan Howladar, adquiriu Rani de outro criador e solicitou formalmente a certificação junto ao Guinness Book of World Records.
Conforme informou à BBC News, Howladar afirmou que o animal come pouco, apenas farelo e palha duas vezes ao dia e parece estar feliz quando os tratadores a carregam nos braços.
Desafios de saúde e comportamento
Rani apresenta dificuldade para caminhar e comportamento arisca perto de outros animais do rebanho. Por essa razão, Howladar a mantém separada do restante do rebanho.
O nanismo em bovinos resulta de uma mutação genética frequentemente acompanhada de complicações sérias de saúde.
Segundo Joe Armstrong, especialista em bovinos da Universidade de Minnesota, anomalias congênitas costumam indicar outros problemas associados, particularmente no funcionamento cardíaco.
Armstrong acrescentou que o nanismo de Rani pode ser sinal de endogamia, e que animais nessa condição tendem a não viver muito tempo.













