O preço do frete rodoviário de cargas avançou 1,04% em agosto e chegou a R$ 8,72 por quilômetro rodado, mesmo diante da queda dos combustíveis pelo quarto mês consecutivo.
No período, o diesel comum foi comercializado, em média, a R$ 6,70 por litro, recuo de 1,17%.
Já o diesel S-10 caiu 0,70%, para R$ 7,05. A redução dos principais custos com combustível, porém, não foi suficiente para impedir a alta das tarifas de transporte.
A partir da nova norma, a Agência Nacional de Transportes Terrestres ampliou o alcance da fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo, passando a exigir o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em quase todas as formas de transporte de carga.
Regulamentação força os preços para cima
O reforço no controle das operações e a exigência de as empresas se ajustarem à legislação recente puxaram para cima os preços praticados no setor ao longo de agosto.
Segundo dados do Índice de Frete Rodoviário da Edenred, calculado com base na plataforma Repom.
O preço subiu de R$ 8,63 em julho para R$ 8,72 em agosto, mesmo com a queda nos preços dos combustíveis pelo quarto mês consecutivo.
A alta reflete a mudança no ambiente regulatório, com a obrigação de cumprir o piso mínimo. Somada aos mecanismos de controle das operações, essa exigência criou um piso estrutural mais elevado, que a queda nos preços dos combustíveis não conseguiu compensar.
Demanda agrícola mantém pressão
Além da regulamentação, a dinâmica do campo aumentou a pressão sobre os custos logísticos.
O encerramento da colheita da segunda safra de milho aqueceu a demanda por transporte rodoviário e pressionou as tarifas.
Para setembro, o mercado segue atento ao comportamento das cotações do milho e às condições climáticas.
As incertezas do agronegócio sobre os possíveis impactos do fenômeno El Niño na próxima safra podem manter os preços do frete em alta.
Enquanto isso, a indústria e a construção civil permaneceram em compasso de espera em agosto e não compensaram a demanda sazonal agrícola.













