Nando Reis decidiu colocar em prática, em sua propriedade rural no interior de São Paulo, a convicção de que observar a degradação ambiental não basta: é preciso agir. Com quase 60 anos, o astro da MPB reconhece que apenas pronunciamentos públicos não geram impacto real.
Na propriedade, Reis implementa um sistema de agrofloresta voltado à recuperação da mata ciliar. A fazenda se torna um laboratório vivo, em que o reflorestamento e o uso sustentável da terra avançam juntos. A abordagem permite regenerar ecossistemas degradados e manter a propriedade economicamente viável, conciliando conservação e produtividade.
Do jardim à ação na fazenda
O vínculo de Nando com o plantio de árvores é antigo. No jardim de sua residência, ele plantou mais de 30 árvores, mantendo uma relação contínua com a recomposição do ambiente. Depois, levou os mesmos princípios para a propriedade rural, onde constrói um modelo integrado de agrofloresta.
Na propriedade rural em Jaú, ele recupera áreas de mata ciliar, vegetação que cresce junto a rios e córregos e protege esses ecossistemas. Essa iniciativa representa uma mudança de perspectiva: durante anos, Nando se sentiu atraído pela natureza, mas entendia que conversas públicas sobre o tema, embora importantes, não produziam resultados tangíveis no terreno.
Notoriedade como ferramenta de conscientização
Consciente de sua influência na música, Nando reconhece que personalidades públicas carregam responsabilidade em amplificar urgências ambientais. Em 2021, ele se juntou a Carlos Rennó na parceria Canção pra Amazônia, uma iniciativa do Greenpeace que combinava mobilização artística com mensagens sobre a proteção do bioma amazônico.
Nando diz que converteu sua visibilidade em ação concreta, por meio de parcerias ambientais e da implementação de projetos em suas próprias terras. Para ele, essa é a forma mais honesta de contribuir para a mudança de que o planeta necessita: ir além do discurso e mostrar, na prática, que a transformação é possível.













