Até 2032, os produtores brasileiros terão que se adaptar a um novo modelo de identificação do rebanho bovino e bubalino. A mudança faz parte do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que prevê a identificação única de cada animal e a criação de um sistema capaz de acompanhar sua trajetória ao longo da cadeia produtiva.
A medida exigirá mudanças na rotina das propriedades e nos sistemas utilizados por produtores, frigoríficos e órgãos de defesa agropecuária. O objetivo é substituir gradualmente um modelo de controle concentrado em lotes, propriedades e movimentações por outro que permita acompanhar individualmente cada animal.
O que muda com a identificação individual
- Identificação: cada bovino e búfalo terá um identificador próprio, associado aos dados de origem, movimentação e histórico sanitário.
- Rastreabilidade: será possível acompanhar por quais propriedades o animal passou ao longo da vida.
- Controle de doenças: em caso de enfermidade, os registros poderão indicar a origem do animal, os locais por onde circulou e outros animais relacionados ao foco.
- Ações sanitárias: a defesa agropecuária poderá direcionar investigações e medidas de controle para os animais e propriedades envolvidos, reduzindo a necessidade de ações sobre rebanhos inteiros.
- Gestão da fazenda: os dados individuais poderão ser integrados aos sistemas da propriedade para acompanhar peso, reprodução, vacinação, tratamentos veterinários e desempenho produtivo.
Como será a transição até 2032:
- 2026: a identificação individual ainda não será obrigatória para todo o rebanho. O período será utilizado para preparar a infraestrutura e adaptar os sistemas.
- Integração: os sistemas estaduais serão ajustados e conectados à estrutura nacional de rastreabilidade.
- Implantação gradual: as etapas seguintes ampliarão progressivamente a identificação individual dos animais.
- 2032: previsão para que o novo modelo esteja implantado em todo o território nacional.
Rastreabilidade e competitividade internacional
A principal mudança para o produtor será manter dados individualizados e atualizados sobre cada animal, incluindo movimentações e informações exigidas pelo sistema. Propriedades que já utilizam identificação eletrônica terão adaptação mais simples, enquanto aquelas que trabalham por lotes precisarão ajustar procedimentos e controles.
Além do controle sanitário, a rastreabilidade permitirá comprovar a origem e o histórico dos animais, atendendo às crescentes exigências dos mercados compradores de carne brasileira. Com o PNIB, o país também terá mais precisão para investigar doenças e atender protocolos comerciais.













