O Espírito Santo está testando gás natural como substituto da lenha na secagem de café, uma inovação considerada inédita no Brasil. A tecnologia foi desenvolvida em parceria entre a ES Gás.
E o Centro do Comércio de Café de Vitória durante a atual safra de conilon em Linhares, no Norte do Estado. O processo de secagem é crítico na produção cafeeira e afeta a qualidade final do grão.
Tradicionalmente feito com lenha, o processo envolve altas temperaturas. E exige controle delicado para evitar que o café sofra com o calor excessivo ou resseque demais.
Segundo os responsáveis pelo projeto, o gás natural pode permitir maior controle da temperatura. E estabilidade durante a operação, o que pode dar mais precisão ao processo.
Impactos técnicos e ambientais da secagem de café
Após três meses de acompanhamento em escala comercial, os testes avaliaram o consumo energético. O controle da temperatura, a qualidade do grão e a eficiência operacional.
Diferentes tecnologias e fabricantes estão sendo avaliados para identificar qual apresenta melhor desempenho nas condições de produção.
A redução da fumaça durante o funcionamento dos secadores é um dos impactos avaliados na pesquisa.
A pesquisa também analisa a viabilidade técnico-operacional, a viabilidade econômica. E as condições regulatórias para eventual expansão a outras propriedades produtoras, além dos impactos socioambientais da mudança.
Apresentação e alcance da iniciativa
O projeto será apresentado no Vitória Coffee Summit 2026, na quinta-feira (20) e na sexta-feira (21), no Cais das Artes, em Vitória.
O encontro debate a logística global do café, a infraestrutura e a competitividade do setor capixaba no mercado nacional e internacional.
O Vitória Coffee Summit 2026 também oferece aula de ioga. Shows de Amesa e Aline Maria, Feira Curva e praça de alimentação, a partir das 9h. Ingressos estão à venda no site Meu Bilhete.













