A Universidade de Uberaba inaugurou nesta semana a Cidade do Agro, um campus voltado à formação de profissionais do Agronegócio no Triângulo Mineiro.
O espaço reúne salas de aula, laboratórios e um Hospital Veterinário dentro de uma área de 55 hectares com forte tradição agropecuária.
O campus conta com centros de treinamento especializados, como o Centro de Treinamento Valley, dedicado à irrigação por pivô central e aspersão, e o Centro de Treinamento New Holland, voltado à agricultura digital e mecanização agrícola.
Esses espaços reúnem equipamentos de ponta e laboratórios para a formação prática dos alunos.
Os investimentos somam mais de R$ 28 milhões, sendo R$ 12 milhões vindos de empresas parceiras do setor. A instituição pretende mais que triplicar seu número atual de alunos.
Hoje em 8,6 mil, com a formação de agrônomos, veterinários e climatologistas conectados às demandas do mercado.
O Agronegócio representou um quarto do Produto Interno Bruto do País e cresceu 12% em 2025.
A expansão do setor pressiona por mão de obra qualificada, o que motivou a criação do novo campus especializado pela Uniube.
Empresas parceiras dentro da Cidade do Agro
As 32 empresas parceiras mantêm laboratórios práticos que, junto com a Uniube, formam um ecossistema de ensino, pesquisa e inovação que ainda não existia no Brasil.
Os estudantes combinam aulas presenciais com atividades remotas, aproveitando a infraestrutura das empresas parceiras.
Na fazenda experimental, cada parceira dispõe de uma área própria, onde valida tecnologias e acompanha de perto a formação dos futuros profissionais.
Outras nove empresas negociam a entrada no projeto, entre fabricantes de máquinas agrícolas, companhias de irrigação, empresas de fertilizantes, startups e instituições de pesquisa.
Cafeicultura e fruticultura em teste
Uma das áreas do campus é dedicada à cafeicultura, com 17 mil pés de café usados por empresas do setor para testar novas tecnologias e processos de cultivo.
Nesse espaço, o aluno acompanha na prática etapas da produção agrícola enquanto estuda os fundamentos teóricos.
Também há mais de mil pés de laranja, usados em pesquisas sobre associação de culturas com plantio intercalado de mamão.
Déficit de profissionais no setor
Segundo Flávio Sartori, diretor da Universidade do Agro, o setor tem cerca de 190 mil vagas de emprego abertas.
Mas apenas cerca de 27 mil profissionais têm as competências necessárias para atender a essa demanda. A criação do novo campus atende à necessidade de formar profissionais alinhados ao setor.
A proposta da Universidade é formar profissionais capazes de produzir mais usando menos recursos naturais, liderar equipes e inovar diante dos desafios que o Agro brasileiro vai enfrentar nas próximas décadas.
O campus busca, assim, unir tecnologia, sustentabilidade e resposta às mudanças climáticas na formação dos alunos.
A Cidade do Agro projeta expandir ainda mais suas parcerias com fabricantes de equipamentos, empresas de insumos e centros de pesquisa nos próximos anos.
Com 32 empresas já instaladas e outras nove em negociação, o campus tende a crescer tanto em área quanto no número de alunos formados.













