A criação de galinhas é comum na agricultura familiar brasileira e gera renda, alimentos e segurança alimentar.
Quando bem planejada, a atividade se integra a outras produções da propriedade, aproveita recursos locais e diversifica a produção.
O galpão deve ser posicionado no sentido leste-oeste, com o telhado acompanhando essa orientação para evitar que os raios solares incidam diretamente no interior da estrutura durante o dia.
Dimensões e densidade do rebanho na agricultura familiar
No sistema semi-intensivo, o galpão exige 6 metros de largura e tem comprimento variável conforme o número de aves criadas.
O pé-direito, a altura interna da construção, deve ter no mínimo 3 metros para favorecer a circulação e a ventilação.
A densidade recomendada é de 5 a 7 aves por metro quadrado. As paredes precisam atingir 1 metro de altura.
A parte acima das paredes deve ser coberta por tela de proteção, vedada próxima ao telhado para bloquear a entrada de pássaros transmissores de doenças.
Equipamentos e acabamentos internos
Cortinas nas laterais do galpão facilitam o controle de temperatura: abrem ou fecham conforme as condições climáticas, contribuindo para manter o ambiente confortável.
O poleiro, se construído com galhos naturais, deve ficar entre 40 e 60 centímetros acima do piso para permitir o descanso e a locomoção das aves.
Os ninhos exigem altura de 40 a 60 centímetros do solo, com 30 a 35 centímetros de profundidade, largura e comprimento.
Luzes artificiais podem induzir os hormônios das aves, enquanto comedouros e bebedouros são estruturas indispensáveis.
O piso forrado com maravalha de pinus ou casca de arroz ajuda a manter o ambiente seco e limpo, reduzindo o contato direto das aves com seus dejetos.
Pastagem e espaço complementar
Ao integrar um pasto ao galinheiro, o produtor do sistema semi-intensivo pode usar grama-estrela ou grama tifton.
A indicação é disponibilizar aproximadamente 0,5 metro quadrado de pasto por ave, garantindo espaço para circulação e acesso à vegetação.













