Uma ovelha encontrada em uma mata no interior de Victoria, na Austrália, corria risco de morrer quando foi resgatada pela equipe do santuário Edgar’s Mission. O animal carregava 40 quilos de lã acumulada, um peso que o deixou imobilizado e coberto de urina, galhos e insetos.
Pam Ahern, proprietária do santuário, foi acionada por um cuidador de vida selvagem depois que a ovelha foi encontrada. Ao chegar ao local, encontrou o animal deitado no chão, incapaz de erguer a cabeça. Percebeu, porém, que ele ainda estava vivo e decidiu tentar salvá-lo.
A intervenção na madrugada
A situação era tão delicada que Ahern não conseguia separar a lã para aplicar os fluidos de que o animal precisava. Por isso, chamou Holly Kendall, uma tosquiadora de Kilmore, que chegou à meia-noite para começar o trabalho. Ahern disse que a tosquia precisava ser feita naquela noite: sem ela, a ovelha não sobreviveria até o amanhecer.
Kendall levou cerca de uma hora para remover a lã emaranhada. À medida que o material era retirado, a ovelha mostrava sinais visíveis de recuperação: seus olhos ficavam mais brilhantes a cada minuto. Ao fim do trabalho, o animal ainda precisava de ajuda para ficar de pé, mas a mudança era visível.
Kendall disse que, sem a chegada do Edgar’s Mission a tempo, a ovelha não teria sobrevivido muito mais.
Uma segunda chance de viver
Ahern acredita que o animal provavelmente escapou de uma fazenda quando jovem e pode não ter sido tosquiado por pelo menos seis anos — ou talvez nunca. Batizada de Alex em referência ao Monte Alexander, onde foi encontrada, a ovelha agora vive permanentemente no santuário e criou laços fortes com Chloe e Molly Brown, outras ovelhas do local.
O caso de Baarack não é isolado. Em 2015, outra ovelha chamada Chris, de Canberra, ganhou destaque internacional ao ser encontrada com um velo de 41 quilos — recorde mundial de lã não tosquiada. O caso mostra que a intervenção rápida e compassiva pode determinar a sobrevivência de animais abandonados.













