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País que vendia milho para o exterior pode precisar comprá-lo pela primeira vez após seca destruir colheita

Por Yasmin Henrique
03/09/2026
Vendia milho exterior precisar comprá

Foto: Couleur/Pixabay

A Hungria, tradicional exportadora de milho, deverá precisar importar o grão em 2026, em uma mudança provocada por uma combinação de seca prolongada, ondas de calor e redução da produtividade agrícola. O país está entre as áreas mais atingidas pelo déficit hídrico que vem castigando a Europa Central.

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  • Calor extremo está tornando o trabalho no campo mais perigoso em várias partes do mundo: estudo alerta para os riscos à saúde de quem trabalha sob o sol e mostra por que a situação preocupa também o Brasil

O problema ultrapassa as fronteiras húngaras. Romênia e Hungria, dois importantes produtores de milho da União Europeia, enfrentam perdas expressivas justamente em uma região que durante anos abasteceu outros mercados europeus.

A Comissão Europeia estima que a União Europeia colherá 50,1 milhões de toneladas de milho em 2026, volume cerca de 20% inferior à média dos três anos anteriores e o menor resultado em quase duas décadas.

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Perguntas e respostas
P
Por que a Hungria deverá precisar importar milho em 2026?
R
Por uma combinação de seca prolongada, ondas de calor e redução da produtividade agrícola que afetaram o país.
P
Como a seca afetou a produção de milho na União Europeia projetada para 2026?
R
A Comissão Europeia estima colheita de 50,1 milhões de toneladas em 2026, cerca de 20% inferior à média dos três anos anteriores e o menor resultado em quase duas décadas.
P
Quais medidas os agricultores têm adotado diante do aumento do risco climático para o milho?
R
Alguns agricultores têm substituído o milho por outras culturas mais adaptadas à seca ou investido em irrigação, embora a irrigação seja limitada pela escassez de água.
P
Quais regiões europeias foram identificadas como afetadas pelo déficit hídrico e calor?
R
Hungria, oeste da Romênia, sul da Alemanha, norte e centro da Itália, Áustria, República Tcheca e Eslováquia.

A seca crônica transforma a paisagem agrícola

  • Nordeste da Hungria: campos enfrentam forte ressecamento após anos de redução das chuvas
  • Estiagem: períodos secos, antes ocasionais, tornaram-se recorrentes e elevaram o risco do cultivo de milho
  • Adaptação: agricultores têm substituído o milho por outras culturas ou investido em irrigação
  • Romênia: exportações de milho caíram para cerca de 2,2 milhões de toneladas
  • Hungria: tradicional exportadora, deverá importar milho em 2026
  • UE: importações podem crescer 8% a 9% em 2026 e 2027 se a seca persistir

Impacto do clima:

  • Regiões afetadas: Hungria, oeste da Romênia, sul da Alemanha, norte e centro da Itália, Áustria, República Tcheca e Eslováquia
  • Efeitos: calor e déficit hídrico reduzem fertilidade, biomassa e enchimento dos grãos, além de acelerar a senescência
  • Milho: está entre as culturas mais prejudicadas, com possibilidade de perda total em algumas áreas
  • Produtividade: projeções para as culturas de verão da UE chegaram a até 14% abaixo da média histórica
  • Umidade do solo: níveis muito baixos agravaram a seca na Hungria

Área cultivada e irrigação:

  • Área de milho: vem diminuindo diante do aumento do risco climático
  • Produtores: parte migra para culturas mais adaptadas às condições secas
  • Irrigação: alternativa adotada por alguns agricultores, mas limitada pela própria escassez de água
  • Recursos hídricos: restrições e menor disponibilidade de água ampliam o estresse das lavouras na Europa Central

Adaptação e riscos futuros

O problema climático não se resume a um único verão ruim. Na última década, as temperaturas máximas de junho e julho ficaram, em média, 3,1°C acima da referência de 1961 a 1990 na Hungria e cerca de 3°C na Romênia. 

Ao mesmo tempo, a umidade do solo permanece desfavorável, enquanto a seca que atingiu grandes áreas da Europa desde a primavera se agravou durante julho e agosto. As consequências podem alterar o mapa agrícola europeu. 

O Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (JRC) projetou as culturas de verão da União Europeia com produtividade até 14% abaixo da média dos últimos cinco anos. Produtores podem recorrer à irrigação ou substituir o milho por culturas mais adaptadas à seca, mas ambas as alternativas enfrentam limitações. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Sou uma jovem de 20 anos que cursa jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita, sempre adorei a ideia de informar as pessoas e meus textos fazerem a diferença na vida de alguém. Ainda estou começando na trilha profissional, mas planejo alcançar muita coisa. Quando não estou estudando, sou redatora do Consulta Pública.

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