Os furtos de gado reduziram drasticamente o plantel da Fazenda Camarim. Em Cambará do Sul, e fizeram o médico-veterinário Saulo Guanino da Silva mudar a rotina de cuidados com os animais na propriedade. A fazenda foi projetada para abrigar 400 vacas de cria, mas o abigeato fez o número de cabeças cair de 350 para cerca de 100.
Diante das perdas, a contagem dos animais virou uma tarefa constante, quase diária, para identificar qualquer ausência no pasto.
Como a etiqueta eletrônica funciona no pasto
Cada animal recebe um brinco com chip que se comunica com antenas espalhadas pela propriedade, dispensando a conferência visual feita a pé ou a cavalo. Graças à conexão via satélite, cada antena consegue monitorar uma área de até 1.000 hectares, enquanto os sistemas tradicionais de rastreamento não passam de cerca de 15 hectares de cobertura.
Essa diferença de alcance permite ao produtor localizar o gado sem percorrer toda a área da fazenda. O sistema combina brincos eletrônicos, antenas e um aplicativo que usa inteligência artificial para tornar automática a contagem do rebanho. O aplicativo mostra a movimentação de cada animal em tempo real, o que facilita perceber se algum animal deixou de aparecer nos registros.
Queda nos casos de furto na fazenda
Segundo dados apresentados pelas empresas responsáveis pela tecnologia, os furtos praticamente cessaram na propriedade depois da instalação do sistema, com redução de 100% nos casos registrados. O acompanhamento eletrônico também eliminou a necessidade de o produtor estar no campo todos os dias apenas para verificar se os animais continuam no lugar.
Antes, o produtor não tinha como saber, de longe, se um lote inteiro havia sido levado durante a madrugada. Agora, qualquer animal fora do padrão de movimentação aparece no aplicativo, o que permite reagir a tempo.
Na Fazenda Camarim, o resultado prático foi menos deslocamento até o pasto e mais previsibilidade sobre o número exato de cabeças presentes na propriedade a cada dia.













