A criação de pôneis ganhou espaço no Brasil como oportunidade de renda para pequenas e médias propriedades rurais, impulsionada pela crescente demanda por esses animais em atividades de lazer.
O turismo rural e os eventos infantis ampliam as possibilidades de negócio para além das culturas tradicionais do agronegócio.
Segundo especialistas do setor, o pônei exige menos espaço e recursos que cavalos de grande porte, o que o torna uma alternativa viável para pequenas e médias propriedades.
A procura por passeios em fazendas, parques e festas infantis impulsiona o interesse por esses animais e gera receita extra para quem trabalha com eles.
Crescente demanda por pôneis no mercado brasileiro
A legislação brasileira de bem-estar animal remonta ao Decreto nº 24.645, de julho de 1934, e foi reforçada pela Constituição Federal de 1988, que vedou práticas cruéis contra animais.
A Lei 8.171, de 1991, e o Decreto 9.013, de 2017, estabelecem obrigações relativas à inspeção sanitária e às boas práticas na produção animal.
O Brasil tem investido na diversificação das exportações agropecuárias, com o Ministério da Agricultura mapeando novas rotas de negócio.
O interesse por contato direto com animais em ambiente rural acompanha essa tendência de diversificação do agronegócio nacional.
Genética e manejo como diferenciais
Criadores apontam a genética e o manejo diário como fatores decisivos para a qualidade do rebanho, necessária para atender às expectativas do mercado de passeios e eventos.
A partir de 2002, criadores brasileiros passaram a selecionar os menores exemplares de pôneis para reprodução e introduziram animais da raça Miniature Horse, de origem norte-americana.
Esse cruzamento deu origem aos pôneis, que se diferenciam dos pôneis tradicionais pelo tamanho reduzido.
Os pôneis têm altura máxima de 89 centímetros para machos, enquanto pôneis tradicionais podem chegar a 1,15 metro.
Essa diferença de tamanho também se reflete na conformação corporal: os pôneis têm estrutura mais proporcionada e leve.
Números e investimento inicial
Cerca de 9 mil pôneis estão registrados no Brasil, com a maioria dos compradores buscando esses animais para companhia.
A comercialização varia entre R$ 6 mil para machos e R$ 8 mil para fêmeas após o desmame aos seis meses.
O custo mensal de manutenção de cada pôneis fica em torno de R$ 300 e inclui alimentação, vacinas e mão de obra.
Para quem pretende ingressar nesse segmento, a orientação é começar com pequenos lotes e buscar capacitação técnica antes de expandir.
Assim, o produtor reduz riscos e compreende as exigências específicas dessa criação.













