O Brasil deve encerrar a safra 2025/26 com uma produção estimada em 360,8 milhões de toneladas de grãos, segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado representa um crescimento de 2,4% sobre o ciclo anterior, equivalente a 8,5 milhões de toneladas adicionais.
A expansão da produção está ligada principalmente ao aumento da área cultivada. O país deve plantar 83,5 milhões de hectares, avanço de 2,1% em relação à temporada 2024/25, com destaque para soja, milho e sorgo.
Já a produtividade média deve permanecer praticamente estável, em 4.322 kg por hectare. Dessa forma, o crescimento projetado para a safra vem sobretudo da incorporação de novas áreas, e não de um ganho expressivo no rendimento das lavouras.
Produção das culturas
Soja
- Produção: 180,5 milhões de toneladas.
- Participação: quase metade da produção nacional de grãos.
- Mato Grosso: 51,6 milhões de toneladas.
- Bahia: maior produtividade, com 4.260 kg/ha.
- Mercado: permanece entre os principais produtos de exportação e movimenta transporte, armazenagem e processamento.
Milho
- Produção: 143 milhões de toneladas.
- 1ª safra: 29,5 milhões de toneladas.
- 2ª safra: 111 milhões de toneladas.
- 3ª safra: 2,4 milhões de toneladas.
- Clima: terceira safra afetada desde junho, principalmente no nordeste da Bahia, Sergipe e áreas de Alagoas.
- Consumo interno: 95 milhões de toneladas.
- Estoque de passagem: 15,58 milhões de toneladas.
Outras culturas
- Arroz: 11,1 milhões de toneladas, com queda de 14% na área semeada.
- Algodão: 4,1 milhões de toneladas de pluma, com 43,7% da colheita concluída.
- Feijão: 3 milhões de toneladas, recuo de 3,2%.
- Trigo: 5,8 milhões de toneladas, queda de 26,2% e redução de 20,4% na área plantada.
- Importações: menor produção de trigo pode aumentar a necessidade de compras externas para atender ao consumo interno.
Impacto no mercado e perspectivas para o agronegócio
Uma safra maior de soja e milho amplia a disponibilidade dessas commodities no mercado interno e externo. Isso pesa diretamente sobre preços ao produtor e margens de plantio.
Ao longo do ciclo, a safra também afetará a demanda por armazenagem, transporte e crédito rural. Como o rendimento por hectare segue estável, o resultado final continua dependendo da evolução climática e do comportamento dos custos de insumos, como fertilizantes e defensivos.













