A falta de energia elétrica provocou um prejuízo superior a 2.500 litros de leite para a produtora rural Keli Silva, em Diamante do Oeste, no oeste do Paraná. Sem conseguir manter o sistema de resfriamento em funcionamento, ela precisou descartar a produção acumulada durante quatro dias consecutivos sem abastecimento na propriedade.
A fazenda tem 80 vacas em lactação, e a interrupção comprometeu etapas essenciais da atividade, desde a ordenha até a conservação do leite. O episódio expõe como falhas prolongadas no fornecimento de eletricidade podem afetar diretamente a renda de famílias que dependem da pecuária leiteira.
Falta de energia compromete a produção de leite
Sem eletricidade, os produtores não conseguiram manter os tanques resfriadores funcionando adequadamente. Como o leite precisa ser conservado em condições apropriadas após a ordenha, a interrupção fez com que o produto se deteriorasse e se tornasse impróprio para aproveitamento.
Ao longo do período sem abastecimento, a família teve de descartar todo o volume produzido em duas ocasiões. A perda de mais de 2.500 litros representou o desperdício de uma produção que depende de trabalho diário e de uma estrutura adequada para ser armazenada.
A situação também afetou a organização da rotina na propriedade. Com as vacas em lactação, a ordenha precisa continuar, mas a falta de condições para conservar o produto transforma o trabalho realizado em prejuízo.
Gerador não foi suficiente para evitar o descarte
Na tentativa de reduzir os danos, a família investiu na compra de um gerador de energia. A alternativa, porém, não resolveu o problema, porque o equipamento conseguia alimentar o sistema de ordenha, mas não tinha potência suficiente para manter os resfriadores ligados.
Sem refrigeração adequada, o leite continuou sujeito à deterioração. Assim, mesmo com o investimento emergencial, os produtores não conseguiram evitar as perdas registradas durante a interrupção do serviço.
Além do volume descartado, a compra do gerador representou um gasto adicional para a família, que precisou buscar uma solução para manter parte da atividade em funcionamento enquanto aguardava o retorno da eletricidade.
Problema afeta outros produtores da região
O caso de Keli Silva não foi isolado. Segundo o portal Sou Agro, outros produtores rurais de municípios próximos, como Cascavel e Marechal Cândido Rondon, também relataram prejuízos relacionados a falhas no fornecimento de energia.
As interrupções têm afetado diferentes atividades do campo, incluindo a produção de leite e a criação de aves. Nessas operações, a eletricidade é necessária para manter equipamentos essenciais funcionando e preservar as condições adequadas de produção.
Para os produtores, períodos prolongados sem energia significam não apenas perda de mercadorias, mas também despesas extras com equipamentos e tentativas de contornar o problema. Quando a atividade depende de processos contínuos, a falta de abastecimento pode comprometer em poucas horas o resultado de muito trabalho.













