O Brasil deve colher 353,0 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, conforme a nova estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (13). A previsão indica crescimento de 2,0% sobre 2025, com aumento de 6,9 milhões de toneladas no volume produzido.
A projeção do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) também avançou 1,6% em relação à estimativa de junho. A área destinada à colheita deve chegar a 83,1 milhões de hectares, crescimento de 1,8% na comparação anual, equivalente a 1,5 milhão de hectares adicionais. Em relação ao mês anterior, porém, houve redução de 62.805 hectares.
Desempenho das culturas na safra 2026
Os três principais produtos devem responder por 92,9% do volume total estimado para 2026 e por 87,4% da área a ser colhida.
- Soja: 174,9 milhões de toneladas, alta de 5,3% sobre 2025 e aumento de 1,3% na área colhida.
- Milho: 141,8 milhões de toneladas, praticamente estável no ano, com acréscimo de 59.371 toneladas.
- Arroz: 11,2 milhões de toneladas, queda de 11,3% em relação a 2025.
No milho, a primeira safra deve alcançar 29,9 milhões de toneladas, crescimento de 16,4%, enquanto a segunda deve recuar 3,6%, para 111,9 milhões de toneladas. A área total cultivada com o cereal aumenta 2,3%, com expansão de 8,4% na primeira safra e de 0,8% na segunda.
O desempenho das demais culturas varia entre avanços e quedas:
- Sorgo: 5,8 milhões de toneladas, alta de 7,6%, com expansão de 21,5% na área.
- Algodão herbáceo: 9,2 milhões de toneladas, queda de 6,7%, com redução de 4,9% na área.
- Trigo: 6,4 milhões de toneladas, recuo de 18,6%, com área 19,3% menor.
- Feijão: queda de 6,9% na produção e de 4,4% na área cultivada.
O arroz também apresenta redução significativa, com queda de 12,3% na área destinada à colheita.
Produções das regiões
O Centro-Oeste deve continuar como principal região produtora de grãos em 2026, com 178,1 milhões de toneladas, o equivalente a 50,5% da produção nacional.
Na sequência aparecem:
- Sul: 91,5 milhões de toneladas, 25,9%.
- Sudeste: 31,1 milhões, 8,8%.
- Nordeste: 29,9 milhões, 8,5%.
- Norte: 22,4 milhões, 6,3%.
O resultado nacional também é influenciado pela recuperação da produtividade no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, após perdas registradas em safras anteriores.













