Três vezes por dia, uma carriola percorre os cochos do Sítio JK, em Rolim de Moura, Rondônia. Quem empurra o equipamento é Ivo José da Costa, um pecuarista de 81 anos que há 12 anos trabalha com confinamento e mantém uma rotina que dispensa grandes máquinas para alimentar o gado.
Enquanto propriedades maiores utilizam equipamentos específicos para transportar, misturar e distribuir a alimentação, Seu Ivo continua fazendo o serviço manualmente. A carriola se tornou parte do manejo diário e acompanha o produtor em cada trato.
O lote de 18 bois
Os animais foram criados no próprio Sítio JK e permaneceram 106 dias em confinamento antes de seguirem para o frigorífico.
- 18 bovinos enviados ao abate
- 106 dias de confinamento
- 18,55 arrobas de média por carcaça
- 278,25 kg de carcaça por animal
- 2+ a 3- de acabamento de gordura
- Zero a dois dentes na classificação de idade
Considerando os 18 animais, o lote representou aproximadamente 5 toneladas de carcaça. Como a arroba bovina corresponde a 15 quilos de carcaça, as 18,55 arrobas equivalem aos 278,25 quilos registrados na média.
Uma rotina que se repete todos os dias
A alimentação é distribuída três vezes ao dia. Se o ritmo foi mantido durante os 106 dias, isso representa 318 momentos de fornecimento de trato ao longo do confinamento.
A tarefa é feita diretamente pelo produtor. Aos 81 anos, Ivo continua percorrendo os cochos e transportando manualmente a alimentação. A rotina existe há 12 anos, desde que ele começou a trabalhar com confinamento no Sítio JK.
A ferramenta utilizada por Ivo contrasta com equipamentos empregados em estruturas maiores de confinamento. Segundo material técnico da Embrapa, o sistema pode envolver:
- vagões forrageiros para mistura e distribuição da alimentação;
- balanças para preparação das rações;
- equipamentos para processamento de grãos;
- máquinas para processamento e transporte de forragem.
A necessidade de mecanização varia conforme o tamanho da operação. A Embrapa aponta que, em confinamentos com mais de 200 animais, um vagão forrageiro pode ser utilizado para misturar e distribuir a ração nos cochos.
O peso da pecuária em Rondônia
A história acontece em um estado de forte presença da pecuária brasileira. Segundo o IBGE, Rondônia tinha 18,22 milhões de bovinos em 2024.
A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) informou que cerca de 3,5 milhões de bovinos foram abatidos no estado em 2025. O rebanho está distribuído por aproximadamente 113,7 mil propriedades rurais, segundo o órgão.













