Quase 2 mil patos indianos cruzam todas as manhãs os vinhedos da Vergenoegd Löw Wine Estate, perto de Cape Town, na África do Sul, para devorar os insetos que atacam as videiras. O trajeto diário virou atração para quem visita a propriedade.
Gavin Moyes, gerente da sala de degustação da vinícola, informou ao Atlas Obscura que o grupo funciona como controle natural de pragas.
Segundo ele, os animais saem logo cedo rumo às plantações para devorar os insetos que danificam as folhas e dispensam o uso de agrotóxicos.
Uma marcha organizada por condutores
O número real de patos na propriedade é bem menor do que os quase 2 mil citados originalmente. Ainda assim, visitantes acompanham o trajeto diário até os pés de uva.
A propriedade usa mais de dez variedades de patos indianos no controle de pragas. Apenas as fêmeas emitem o som característico da espécie durante o percurso.
Uma propriedade com 330 anos de história
A Vergenoegd Löw fica a cerca de 30 minutos de carro de Cape Town e tem 330 anos.
Além dos patos, a fazenda mantém um rebanho de gado da raça Dexter, que também ajuda a controlar ervas daninhas e fertiliza o solo naturalmente.
A propriedade também oferece jardins extensos, trilhas para caminhada e obras de arte ao ar livre. A combinação entre produção de vinho e manejo animal virou o principal atrativo da propriedade nos últimos anos.
Produção de vinho dividindo espaço com animais
O manejo com patos e gado é apenas uma parte da experiência oferecida pela propriedade. O local também reúne jardins extensos, trilhas para caminhada e obras de arte instaladas ao ar livre.
A combinação entre vinicultura, criação de animais e práticas naturais de manejo acabou transformando a rotina agrícola em uma atração para visitantes.













