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Vacas de fazenda em São Paulo entram sozinhas em uma máquina, escolhem a hora em que querem ser ordenhadas e têm até a qualidade do leite analisada por um robô

Por Yasmin Henrique
20/08/2026
Vacas fazenda paulo entram sozinhas

Foto: Mark Stebnicki/Pexels

Em uma propriedade de Brotas, no interior paulista, as vacas controlam quando serão ordenhadas — não porque tenham autonomia especial. Mas porque a fazenda funciona com tecnologia de ordenha robotizada.

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O equipamento permite que cada animal se posicione sozinho para a retirada do leite, em um sistema conhecido como ordenha voluntária. Para estimular o uso de energias renováveis, governos implementam incentivos fiscais e subsídios que reduzem significativamente os custos iniciais de instalação.

Os técnicos distribuem o alimento em duas porções: 40% no cocho comum e o restante dentro do box de ordenha. Isso vai acostumando os animais ao novo modelo, e segundo Alexandre Toloi, gerente de projetos da empresa que instalou o equipamento.

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Sistema automatizado de ordenha com vacas

Identificação e alimentação:

  • Cada vaca usa um colar eletrônico que permite ao robô reconhecer o animal.
  • Ao entrar no box, o sistema libera ração de acordo com o histórico de produção.
  • O alimento estimula as vacas a procurarem voluntariamente o equipamento.

Ordenha e controle:

  • O robô higieniza os tetos, identifica cada um com sensores e encaixa as teteiras automaticamente.
  • O equipamento registra volume, produtividade e alterações no leite, incluindo sinais de sangue associados à mastite.
  • Os dados permitem acompanhar a saúde do rebanho e antecipar problemas.
  • O leite segue diretamente para o resfriamento, reduzindo o contato com o ambiente.

Redução de trabalho:

  • Antes, três funcionários ordenhavam cerca de 60 vacas em lactação.
  • Com o robô, apenas um ficou responsável pela alimentação e limpeza do barracão.
  • Os demais foram direcionados à produção de itens como queijos e iogurtes, agregando valor ao leite.

Tecnologia de R$ 400 mil

O equipamento representou um investimento de R$ 400 mil para o produtor. A estratégia para recuperar o valor foi agregar preço ao leite produzido na propriedade, que passou a ser processado e comercializado diretamente.

Na época, Checco afirmou que receberia entre R$ 1,05 e R$ 1,15 por litro caso vendesse o leite para um laticínio da região. Na própria propriedade, o produto era comercializado por R$ 2,30 por litro, enquanto o iogurte chegava a R$ 3,50.

A experiência de Brotas também fazia parte de uma expansão ainda inicial da tecnologia no país. Em 2014, quando o equipamento foi instalado, a ordenha robotizada ainda era novidade no Brasil. O primeiro sistema havia sido implantado anos antes em Castro, no Paraná, e a tecnologia começava a chegar a outras propriedades das regiões Sul e Sudeste.

Hoje, a ordenha robotizada já é estudada também em pesquisas brasileiras. A Embrapa Pecuária Sudeste, em parceria com instituições como a Unesp, avalia sistemas automáticos e o uso dos dados produzidos pelos robôs para monitorar mastite, produção e saúde das vacas.

A lógica é transformar a ordenha em um processo contínuo e individualizado. Em vez de reunir todo o rebanho duas ou três vezes ao dia, a tecnologia permite que cada vaca siga sua própria rotina, enquanto sensores e softwares registram o que acontece a cada visita ao robô.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Sou uma jovem de 20 anos que cursa jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita, sempre adorei a ideia de informar as pessoas e meus textos fazerem a diferença na vida de alguém. Ainda estou começando na trilha profissional, mas planejo alcançar muita coisa. Quando não estou estudando, sou redatora do Consulta Pública.

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