VÍDEO: macacos-prego descobrem câmera escondida em fazenda e começam a investigar equipamento

Equipamento instalado para acompanhar a fauna registrou os primatas bem próximos da lente; projeto realizado em parceria com a Unemat identificou 14 espécies de mamíferos em duas semanas

Uma câmera usada para acompanhar animais silvestres acabou virando objeto de curiosidade para um grupo de macacos-prego em Alta Floresta, no norte de Mato Grosso. Os primatas se aproximaram do equipamento instalado na Fazenda Anacã, observaram a lente e circularam diante dela durante os primeiros dias do projeto Monitora Anacã – Vida Silvestre em Foco.

O monitoramento começou em outubro e utiliza cinco câmeras distribuídas em pontos estratégicos da propriedade, incluindo áreas da Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Anacã. Em apenas duas semanas, os equipamentos identificaram 14 espécies de mamíferos. Continue a leitura e acompanhe o Compre Rural, onde informação de qualidade ajuda a fortalecer quem vive e produz no campo.

Macacos-prego ficaram frente a frente com o equipamento

As câmeras registraram aproximadamente quatro minutos e meio de interação dos macacos ao longo de cerca de três dias. Nos vídeos, os animais aparecem se aproximando da lente, observando o equipamento e se movimentando ao redor dele. Um trecho de cerca de 40 segundos foi posteriormente divulgado.

Em outro momento, um dos primatas foi registrado diante de um quati. Segundo o responsável pela propriedade, os dois permaneceram por alguns instantes próximos um do outro antes de seguirem seus caminhos.

Na semana seguinte, aquela câmera específica não voltou a registrar macacos-prego. Como o projeto ainda estava no início, os responsáveis evitaram apontar uma causa para a ausência dos animais.

O uso de equipamentos desse tipo permite acompanhar espécies sem a presença constante de observadores no local. Estratégia semelhante aparece em trabalhos de monitoramento de primatas com armadilhas fotográficas e drones, que combinam diferentes tecnologias para estudar deslocamento e comportamento da fauna.

Anta com filhote, jaguatirica e tamanduás também apareceram

Os macacos-prego representam apenas uma parte dos registros obtidos pelo projeto.

Na primeira semana, as câmeras identificaram 13 espécies de mamíferos, entre elas anta com filhote, jaguatirica, cateto, quati, cutia, paca, irara, tamanduá-mirim, tatu, mão-pelada e cachorro-do-mato.

A coleta seguinte acrescentou o tamanduá-bandeira, levando o balanço divulgado para 14 espécies nas duas primeiras semanas.

Armadilhas fotográficas também são utilizadas em outros trabalhos de conservação, inclusive em projetos que acompanham antas e outros mamíferos por monitoramento remoto.

Fazenda Anacã possui reserva reconhecida pelo ICMBio

A área protegida da propriedade tem reconhecimento oficial do governo federal. A RPPN Fazenda Anacã foi criada pelo ICMBio pela Portaria nº 1.229, de 21 de maio de 2024, no município de Alta Floresta.

O documento estabelece uma área de 17,89 hectares destinada permanentemente à conservação.

A Universidade do Estado de Mato Grosso já mantinha atividades ligadas à propriedade antes do monitoramento atual. Segundo a própria Unemat, a parceria envolveu trabalhos de inventário de fauna, recuperação ambiental, pesquisa, extensão e atividades com estudantes.

O Monitora Anacã dá continuidade a esse acompanhamento, agora reunindo registros que podem ajudar a identificar quais espécies utilizam os diferentes ambientes da propriedade e como elas circulam pelas áreas conservadas e em recuperação.

Foto: Reprodução/Vídeo – Fazenda Anacã Turismo

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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