“A gente tem que se adaptar e enfrentar da melhor forma o governo que vai vir”, diz produtor do Oeste do PR

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Enquanto o Brasil se prepara para colher uma safra de 313 milhões de toneladas em Brasília, o governo está preparando o terreno para a transição dentro da porteira.

O agronegócio acompanha de perto a fase de transição de governo em Brasília. Produtores rurais e especialistas do setor se reuniram em campinas, no interior paulista, pra entender como fica daqui pra frente.

Teve produtor do Oeste do Paraná presente no encontro, ele que produz  soja e milho é de Palotina e acompanha de perto as mudanças do próximo ano. Além do custos de produção e as preocupações com o clima, o agricultor busca no conhecimento as ferramentas para entender o atual cenário do país.

“Eu acho que o momento é propício para o início, informação e a gente se adaptar ao governo que vai vir, as mudanças que estão vindo e se adaptar e enfrentar isso da melhor forma, porque são os custos estão cada vez mais altos e agora tem uma tendência de se abaixar. E os produtos tendem a cair por causa do próximo governo. O dólar é instável e a gente não sabe o que vai acontecer. E o evento traz várias informações aí que tem que ser aproveitada para  melhor negociações e o tempo certo para negociação”, diz Rogério Zadinello, produtor rural.

Enquanto o Brasil se prepara para colher uma safra de 313 milhões de toneladas em Brasília, o governo está preparando o terreno para a transição dentro da porteira. Em clima de incerteza, esse evento no interior paulista reuniu produtores de norte a sul do Brasil, que juntos somam 14,5 milhões de hectares. Por aqui, eles buscam entender como esse futuro ainda desconhecido, mas enxergam oportunidades nos próximos anos.

“É um momento de apreensão pelo pouco volume de informações que são colocadas. O momento, por outro lado, continua muito bom para a agricultura brasileira continuar sua expansão. Nós estamos com performance fantástica. Nos últimos quatro anos, a área de grãos aumentou 13 milhões de hectares no Brasil, algo que a gente dificilmente vai ver nessa velocidade crescimento das carnes, papel e celulose, das frutas. Enfim, é um cenário tão bom o mundo demandando produtos do Brasil, mas agora troca o governo e fica uma apreensão. Se esse governo vai entender efetivamente de que nós precisamos gerar renda, aumentar a exportação para trazer esse dinheiro para o Brasil e com isso, gerar imposto, gerar emprego e gerar inserção social. A minha torcida e a minha aposta é que sim. Eu acho que o governo vai entender e vai ajudar o agro a acelerar o crescimento”, diz Marcos Fava Neves, professor.

Encontros assim, auxiliam os produtores a entenderem o atual cenário e o que esperar para o futuro.

“Eu falo que foi um momento e principalmente esse pós eleição do agronegócio, voltar a entender qual vai ser o direcionamento que a gente tem de expectativa para os próximos anos. O que a gente pode esperar”, Luciana Martins, Diretora executiva do Grupo Conecta.

Fonte: souagro.net

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