Abitrigo: setor moageiro vai propor política nacional ao novo governo

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) apresentará uma pauta de reivindicações do setor moageiro à equipe de transição do candidato eleito no domingo.

A três dias do segundo turno das eleições para a Presidência da República, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) apresentará uma pauta de reivindicações do setor moageiro à equipe de transição do candidato eleito no domingo, informou o presidente-executivo da entidade, Rubens Barbosa, nesta quinta-feira, 22, durante o segundo dia do 33º Congresso Internacional do Trigo, no Rio de Janeiro.

Durante a abertura do evento, Barbosa destacou a conjuntura política e eleitoral do País. “No domingo, em um ambiente de forte polarização, vamos decidir o rumo do Brasil nos próximos quatro anos, em um momento de grandes transformações globais”, afirmou. “A partir de janeiro, a Abitrigo deverá tratar com um novo governo. No período de transição, vamos contatar a equipe do presidente eleito para transmitir as preocupações e os anseios do setor.”

Brasil avança rumo à liderança mundial nas exportações agrícolas e abre novas oportunidades de negócios

Entre os pleitos que serão encaminhados ao novo governo estão a formulação de uma política nacional para o trigo, a melhoria da infraestrutura de armazenagem, a criação de linhas de crédito específicas para os moinhos, aspectos regulatórios e o apoio à expansão da cultura no Cerrado.

A apresentação das demandas ao governo eleito fundamenta-se no cenário de restrição da oferta nacional. Diante de adversidades climáticas e financeiras enfrentadas por produtores brasileiros, que reduziram a produtividade e a qualidade do grão nos Estados da Região Sul, além de potenciais problemas de qualidade no trigo da Argentina, a entidade calcula que o País registrará a maior importação dos últimos 30 anos, podendo atingir ou ultrapassar 9 milhões de toneladas para assegurar o abastecimento do mercado interno.

Barbosa também destacou que o setor moageiro enfrenta os efeitos de conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia e as tensões no Irã, que afetam os preços dos fertilizantes e do diesel, além de elevar os custos com frete e seguro marítimo.

Para a safra 2026/27, Barbosa apontou que a elevação na carga tributária sobre o trigo importado, o corte de 10% no crédito presumido e o aumento nos custos com insumos e embalagens tendem a elevar os custos industriais, com reflexos nos preços da farinha e de derivados, como pães e massas.

*A jornalista viajou a convite da Abitrigo

VEJA TAMBÉM:

ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
RESUMIR COM:
LEIA TAMBÉM
NEWSLETTER COMPRERURAL

Receba as nossas
principais notícias

Conteúdo sobre o agronegócio, direto no seu e-mail.

🔒 Não enviamos spam. Você pode cancelar quando quiser.