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Aluna do Agrotalento, principal propagadora do manejo Nada nas Mãos e eleita uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio.

O Compre Rural, através de Miguel Cavalcanti do Agrotalento, conversa com a Médica Veterinária Adriane Zart, ela é gaúcha e faz parte da terceira geração de sua família no agronegócio. Desde cedo Adriane foi levada ao curral pelo pai, Sr. Rogério Zart, que logo detectou sua vocação na lida com os animais. “Meu pai foi muito sagaz, ele percebeu minha aptidão com o gado e que meu irmão gostava de máquinas e tendia para a lavoura, então em todos os trabalhos relacionados à animais eu estava envolvida. A paixão foi aumentando e logo que terminei o colégio tinha certeza absoluta que iria fazer veterinária” fala cheia de orgulho.

Durante a faculdade ela dividia o tempo com os estudos e o trabalho na fazenda, que ficava no Mato Grosso do Sul, ao terminar o curso de veterinária engatou um mestrado, pois tinha metas de se dedicar a vida acadêmica e compartilhar seu conhecimento. Em 2013 a família vendeu a fazenda e comprou outra no Tocantins, isso dificultou bastante o trabalho na fazenda da família, começaram as decisões difíceis de Adriane, que teria que escolher entre Tocantins ou Mato Grosso do Sul. O irmão já dedicava-se à fazenda, então Zart decidiu permanecer em Campo Grande e focar seus esforços em seus projetos pessoais.

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Foto: Reprodução das redes sociais

Foi nessa época que ela decidiu abrir uma empresa de venda de genética taurina, e por coincidências do destino encontrou dois amigos de faculdade, que lhe contaram seus planos e a convidaram para ser sócia na empresa Personal PEC, que já trabalhava com assistência reprodutiva, gestão de pecuária e melhoramento genético, Adriane estava dividida em três frentes de negócio:

  • Gestão da fazenda da família;
  • venda de genética taurina;
  • e assistência veterinária na Personal PEC.

“Estava envolvida em muitos processos, e praticamente tinha me deparado com uma crise de identidade, pois estava fazendo muitas atividades diferentes ao mesmo tempo e não tinha aquela que pudesse afirmar “essa é minha cara”, estava praticamente ligada no piloto automático, os trabalhos que me apareciam eu estava encarando. Em algumas pesquisas, e indicações de amigos eu conheci o Agrotalento, o curso tinha uma pegada de desenvolvimento de competências profissionais e pessoais, quando meu pai descobriu meu interesse, praticamente me obrigou a fazer pois ele conhecia o Miguel Cavalcanti e sabia da competência junto ao agronegócio pelo Beefpoint” completou Adriane.

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Foto: Adriane Zart

Questionamentos mais importantes

Adriane conta que começou as aulas do Agrotalento em meio às suas atividades profissionais e que logo as perguntas começaram a surgir em sua cabeça. Questionamentos sobre o propósito e foco do trabalho e como deveria aplicar isso em sua vida profissional, outro questionamento bastante enfatizado foi “como se vê trabalhando daqui 20 anos e qual será o legado da sua história?”, ela não tinha resposta para nenhuma dessas perguntas, o que a deixou profundamente incomodada. Antes do Agrotalento ela nunca tinha pensado em legado, hoje ela entende que seu maior foco é o manejo de bem-estar dos animais e entender que esse é o maior legado que pode deixar para a pecuária brasileira.

Importância do Agrotalento

“Logo após o Agrotalento estava inclinada a querer fazer a diferença dentro do agronegócio pois tinha me colocado em uma zona de incomodo, só não sabia pra onde ir. Quando comecei a conhecer os outros alunos do curso foi muito bacana, porque tinha muita gente que eu admirava dentro do setor e nós acabamos nos tornando muito amigos, formando realmente uma rede do bem, todos com o mesmo objetivo de se tornarem pessoas e profissionais melhores. Durante o curso o Miguel detectou algumas qualidades minhas que eu mesma não sabia que tinha, isso foi muito importante para o meu desenvolvimento profissional, foi ali que percebi que alguma coisa grande eu iria fazer” conta orgulhosa e enaltece três pontos fundamentais do Agrotalento:

  • Descobrimento e desenvolvimento pessoal;
  • Rede do bem, network criado através do programa;
  • Exposição e marketing pessoal que é ensinado.

Manejo Nada nas Mãos

As experiências que Adriane teve de manejo de gado foram todas no Rio Grande do Sul, lá a base das raças são Hereford e Angus, animais c/ docilidade evidente, e trabalhar com o gado no mangueiro nunca foi um problema. Foi no Mato Grosso do Sul, com raças zebuínas, que Adriane teve as piores experiências, era peão correndo atrás do gado e o gado correndo atrás do peão. Isso a machucava profundamente, ela sabia que precisava mudar a forma de manejar o gado e conquistar o gado com respeito.

“Desde quando conheci a técnica Nada nas Mãos sabia que iria me dedicar aquilo pelo resto da minha vida”.

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Adriane Zart e Dr. Paulo Loureiro / Foto: Arquivo pessoal

“Foi nessa época que comecei a estudar sobre manejo e comportamento de bovinos e descobri o trabalho do Dr. Paulo Loureiro, quando vi ele manejando gado pela primeira vez fiquei encantada e tive a certeza que eu precisava aprender para melhorar o trabalho com gado nas fazendas onde eu prestava serviço. Com o incentivo e tutoria do Dr. Paulo, comecei a treinar a técnica do Nada nas Mãos na fazenda da minha família e logo percebi que aquela forma era a melhor para se trabalhar com o gado. Aprendi no Agrotalento a importância de se ter mentores, que com conselheiros confiáveis o crescimento é mais rápido e expressivo; encontrei no Dr. Paulo esse apoio” enfatiza Adriane.

O bem-estar animal é extremamente necessário para o novo modelo de pecuária brasileira, os números e o mercado consumidor mostram isso, não existe um animal saudável se ele não for bem tratado, consequentemente animais doentes só trarão prejuízos ao pecuarista.

“Aprendi a vender meu peixe e afirmo: o Agrotalento foi o grande divisor de águas na minha vida”.

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Foto: Arquivo pessoal

Adriane x Dra. Nada nas Mãos

Claramente aquela velha Adriane, antes do Agrotalento, não existe mais, seu foco está claramente definido em sua mente. O trabalho de evangelização do manejo de bem-estar animal Nada nas Mãos é o grande legado que deixará para o desenvolvimento da pecuária brasileira. “O curso também me ajudou a trabalhar a questão emocional, um dos temas mais marcantes foi de “resolução de conflitos e como lidar com pessoas difíceis”, isso me ajudou bastante na empresa familiar e na sociedade da Personal PEC. O Miguel conseguiu me despertar, fazer com que eu enxergasse e desenvolvesse todo o potencial que estava dentro de mim mas que simplesmente eu não via, talvez pela loucura que é a vida profissional” finalizou Adriane.

“Torna-te aquilo que tu és, e seja sua melhor versão”.

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Foto: Divulgação

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