Agricultura do Brasil pode ajudar países a combater fome no mundo

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Foto: KURTZ, Paulo ./ Embrapa

Agricultura tropical brasileira pode ajudar países a combater fome no mundo, afirmação é do Indicado ao Nobel da Paz em 2021, Alysson Paolinelli

O ex-ministro da Agricultura, indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021, por contribuir com a segurança alimentar no mundo, Alysson Paolinelli, destacou nesta segunda-feira (8), no Senado Federal, que “a agricultura tropical desenvolvida no Brasil pode ser a única fonte geradora de alimentos e recursos para combater a fome e miséria nos países mais pobres.”

Segundo ele, países desenvolvidos como os Estados Unidos (EUA) gastam bilhões para impedir a entrada de imigrantes de outros países que fogem da fome, miséria e guerras. “Esse problema pode ser resolvido, não pelos seus efeitos, mas nas suas origens, com a implantação da agricultura tropical desenvolvida aqui no Brasil,” disse.

Alysson Paolinelli participou presencialmente da sessão especial requerida pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nas dependências do Senado Federal.

Ao receber as homenagens, o ex-ministro agradeceu a participação dos parlamentares e convidados, e fez alertas às lideranças políticas do Brasil quanto à forma como o país tem lidado com a administração financeira e política nas questões relacionadas ao meio ambiente, ciência e tecnologia e segurança alimentar.

Para o homenageado, o equilíbrio financeiro do país é fundamental, bem como a seriedade nos gastos públicos, que fazem parte da base de uma sociedade sólida. “O Brasil precisa retomar os seus investimentos em instituições sérias de pesquisa. Nós hoje já nos notabilizamos no mundo com uma Embrapa, com algumas de nossas instituições estaduais de pesquisa, com as nossas universidades,” explica o ex-ministro.

Paolinelli, ex-ministro da Agricultura.

Pai da agricultura

Paolinelli foi deputado federal e ministro da Agricultura na década de 1970. Nesse período promoveu a Revolução Verde no Brasil, implantação da agricultura tropical, que permitiu a expansão das fronteiras agrícolas no cerrado – áreas antes consideradas inférteis pelo produtor rural.

A segurança alimentar no Brasil e no mundo propiciada pela atuação de Paolinelli também contribuiu para a paz no campo e, por isso, o ex-ministro foi indicado ao Prêmio Nobel neste ano.

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) classificou Alysson Paolinelli como o “pai da agricultura brasileira”. O parlamentar cita que “a alimentação, emprego e compromisso com a humanidade são marcas e símbolo da vida profissional do homenageado.”

Segundo o senador, o ministro teve papel fundamental no desenvolvimento da agricultura no cerrado brasileiro no século XX, ao qual transformou terras estéreis em áreas agricultáveis. “O Brasil dos anos 70, marcado pela insegurança alimentar, obrigado a comprar lá fora um terço dos alimentos de que precisava, hoje se tornou um grande provedor de alimentos para o mundo, exportando para mais de 150 países,” destacou Chico Rodrigues.

O senador Esperidião Amim (PP-SC) ressaltou que não pode existir paz no mundo se há fome e miséria, e que a contribuição do homenageado é inegável para a segurança alimentar do Brasil e do mundo. “Dentre as contribuições que nos fazem aplaudir Alysson Paolinelli está a sua contribuição para que o Brasil deixasse de ser importador de alimentos para ser o maior celeiro de oferecimento de alimentos ao mundo,” frizou.

No mesmo sentido, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) considera Alysson Paolinelli como um dos pioneiros da revolução da agricultura brasileira. “Essa grande revolução para o Brasil ser hoje um dos maiores produtores de alimento do mundo, e seguramente nós ainda seremos a maior nação agrícola do planeta, você começou, implementou esse processo todo”, lembrou o parlamentar ao homenageado.

O presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Nilson Leitão, também participou de maneira remota da sessão e parabenizou a iniciativa do Senado ao homenagear os heróis vivos, como Paolinelli, e que ainda tem muito a contribuir com o desenvolvimento do Brasil.

“A agricultura e pecuária do Brasil devem muito, não só ao Alysson Paolinelli, mas a toda a sua equipe daquele período onde iniciou um novo Brasil. Conseguimos vencer da porteira para dentro, agora precisamos avançar da porteira para fora e as entidades do agro tem muito contribuir,” finalizou.

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