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Artigo escrito por pesquisador da Embrapa alerta sobre as grandes mudanças que teremos pela frente no âmbito das tecnologias de produção agrícola.

Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja

Estamos diariamente ouvindo alertas sobre as grandes mudanças que virão pela frente no âmbito das tecnologias de produção agrícola. São as tais tecnologias digitais e as biotecnologias, capazes de mudar a capacidade de produzir com mais eficiência e menor esforço. Como haverá carro sem motorista, também haverá trator sem tratorista, mas que não dispensa um humano no manejo da tecnologia. E este indivíduo não pode ser qualquer um. Precisa ser um indivíduo capacitado para exercer estas novas tarefas, que demandam pouco esforço físico mas muita capacidade intelectual.

Além da capacidade de gerenciar as novas tecnologias que envolvem diretamente a produção dentro da porteira, o produtor moderno precisa, também, familiarizar-se com atividades de gestão fora da propriedade agrícola, mas que fazem parte do seu negócio, como a busca pela melhor estratégia de comercialização da safra, ou como reduzir os custos na compra das máquinas, implementos e insumos de produção, buscando alternativas de lucro fora da produção física da propriedade.

A boa gestão de uma propriedade rural implica, não apenas gerir os processos produtivos da lavoura, mas, também, administrar os recursos humanos, físicos e financeiros do empreendimento, que pode resultar em mais dividendos financeiros para o produtor do que uma boa colheita. É inegável que o agricultor moderno é muito diferente do modelo Jeca Tatu estigmatizado por Monteiro Lobato no século passado. O espetacular desenvolvimento do setor agrícola a partir da década de 1970 deu-se, não apenas na qualidade da tecnologia utilizada nos processos produtivos, mas, também, na melhoria dos modelos de gestão utilizados.

O desafio do agricultor moderno é produzir mais com menos, visto que as áreas produtivas disponíveis estão esgotando, a população continua aumentando e ficando mais velha, mais rica, mais urbana e mais exigente, dando preferência ao consumo de produtos de origem animal (carnes, ovos, queijo e leite), preterindo os carbo-hidratos fornecidos pelos grãos.
Para enfrentar o desafio da produção e da sobrevivência com dignidade, o agricultor de amanhã precisará usar eficientemente as melhores técnicas de produção, juntamente com as de gestão.

Por uma nova pecuária brasileira

Reprodução do Blog Embrapa Soja

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