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Aumento da taxa de desfrute, confinamento ou semiconfinamento, precocidade sexual, sistemas de ILPF, cruzamento e etc…qual é o futuro que o pecuarista busca?

A pecuária que vivemos hoje é completamente diferente daquela vivida pelos nossos avós. Com toda certeza a história que vivemos hoje foi proporcionada pelas atitudes que eles tomaram anos atrás. Com isso, precisamos pensar nas nossas atitudes de hoje para encontrar o caminho ideal para a nova pecuária.

A grande mudança que a nossa geração terá que se acostumar e se adaptar chama-se “internet das coisas”. A sua chegada trouxe muita inovação, tecnologia de ponta, notícias e conhecimento circulando de forma instantânea. Entretanto é preciso saber filtrar tudo isso. E a pergunta é:

“Qual a pecuária do futuro nós estamos programando agora?”

Vamos elencar aqui alguns pontos que tem feito a base para podermos alcançar os excelentes resultados para a nova pecuária:

Pesagem na invernada

A balança foi criada por volta do ano 5.000 A.C., pelos egípcios. Entretanto, sofreu diversas alterações e melhorias ao longos dos anos. Na pecuária, vivíamos em uma época onde a pesagem dos animais era feita com “olho do dono”, ou, em resumo, de forma arcaica. Há alguns anos, tivemos o grande avanço com as primeiras fazendas adquirindo as suas balanças, o que proporcionou grande impacto na gestão e planejamento da fazenda.

Já, hoje, é possível encontrar um grande número de fazendas com sua própria balança e troncos para controle de ganho de peso, pesagem para venda, dentre outros fatores que são essenciais para garantir um bom planejamento e uma gestão eficiente.

Entretanto, o ano de 2018 foi marcado por um grande salto na pecuária de corte. Uma tecnologia capaz de permitir ao pecuarista pesar o seu gado na invernada e em tempo real. A tecnologia lançada pela Coimma, permite que o animal seja identificado e pesado durante sua ida ao bebedouro e/ou cocho de sal mineral, sem qualquer ação humana.

O mais fundamental de tudo isso é a redução do estresse animal com a pesagem no curral, que na maior parte das vezes causa um grande prejuízo no ganho de peso dos animais, além do financeiro com mão-de-obra para o manejo.

Confira tudo sobre essa grande novidade clicando aqui!

Precocidade Sexual

Quando começamos a falar sobre precocidade sexual, em um país onde a média para o primeiro parto era de 32 a 36 meses, tivemos um grande número de incrédulos para essa realidade. Motivo de todo esse descrédito para esse salto da reprodução era, além do medo do novo, um insulto aos que não estavam acostumados a realizar a sua gestão de forma eficiente.

Precocidade sexual em um rebanho nelore é extremamente fácil de ser realizada e um grande salto para poder se adquirir uma reposição de fêmeas para reprodução da fazenda, quanto a venda dos machos para touro ou até mesmo abate.

Temos insistido sobre o investimento em precocidade sexual como a ferramenta mais potente para aumentar a quantidade de animais vendidos em um rebanho de cria.

A precocidade sexual é uma das alternativas para não termos um novo “apagão de bezerros” nos anos que vêm pela frente. As industrias já lançaram um novo protocolo de IATF do tamanho ideal para essas fêmeas. Confira: IATF: “Precocinhas” ganham dispositivo sob medida.

Para se alcançar esse potencial é preciso ter em mente:

  • Melhoramento genético;
  • Escolha do Touro;
  • Escolha da nutrição desses animais, da matriz até a idade de IATF dessa bezerra;
  • Gestão correta e bem aplicada em todos os processos envolvidos.

Confira, clicando aqui, mais sobre esse assunto que é um grande marco para a pecuária!

Boi 777

A pecuária brasileira ganhou um grande incentivo para a produção com o lançamento da tecnologia do Boi 777. O conceito desenvolvido por pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) é de um boi terminado aos 24 meses com média de 21@.

A tecnologia que já vem sendo implantada por alguns pecuaristas tem ganhado adeptos por todo Brasil. Com uma garantia de uma maior produção em menor tempo é um grande salto para chegarmos na nova pecuária.

Genética, nutrição e manejo tem que andar juntos. Entretanto, para se fazer um boi de 21 arrobas com sete em cada fase do ciclo, a genética é essencial.

Imagine que estamos falando em um salto de animais abatidos com 3 a 4 anos para animais terminados com 2 anos. E além disso, estamos colocando no mercado uma carne de excelente marmoreio e uma maciez que é de suma importância para o crescente mercado de carnes nobres.

Quer implantar essa tecnologia na sua propriedade e aumentar a sua produção por hectare? Clique aqui!

O meu amigo Marcio Peruchi que é um grande defensor dessa técnica, e CEO do Compre Rural, esteve em um dos maior eventos da pecuária de corte, o BEEFDAY, realizado na APTA. Confira aqui o que ele trouxe de novidade sobre o tema: Beefday 2018 apresenta técnicas do Boi 777

Confinamento Sem Volumoso

Quem diria que há, mais ou menos, 8 anos seria possível criar bovinos sem a utilização de volumoso? Pois é, há muito pecuarista que ainda dúvida da técnica. Entretanto, podemos afirmar, com toda certeza, É POSSÍVEL!!!!!

A pouco tempo atrás, tive a imensa oportunidade de participar do desenvolvimento de um produto comercial para utilização em confinamento à base de milho grão. Logo mais, tive o grande prazer de poder entrevistar a pessoa que, na minha opinião, possuí a maior autoridade no Brasil, para poder falar sobre o tema. Ele é médico veterinário e consultor das Rações Futura, o Dr. Paulo César.

Utilizar dieta puro grão é um grande salto na tecnologia da nutrição

Ele colocou em sua entrevista a grande importância que o sistema puro grão trouxe para a pecuária atual e, que essa dieta, é um grande salto para o trabalho em conjunto de todos os elos da cadeia da carne.

Confira todas essas informações nos links abaixo:

Cruzamento

Quando eu era moleque, viva na fazenda e escutava sempre os mais velhos falando: “o gado já está quase todo branco com as orelhas pequenas (NELORE), ta acabando os coloridos”. Pois bem, após vários anos, descubro eu que o mais importante é o gado cruzado e vejo o rebanho nacional sendo tingido de preto, marrom e etc, com seus cruzamentos aproveitando o melhor do Angus, Senepol e outras raças que tem ganhado destaques.

Pois bem, há um tempo que o pecuarista descobriu o grande sucesso da fêmea F1 para potencializar seus ganhos e aproveitar o melhor de cada raça envolvida, principalmente a oportunidade de produção de um bezerro precoce.

A fêmea F1 é uma “grande oportunidade” que o pecuarista encontrou

Vantagens da Fêmea F1
  1. Animais precoces;
  2. Produção do Tricross;
  3. Aumento da taxa de Desfrute;
  4. Pagamento por qualidade da carcaça;
  5. Agregar valor genético das raças;
  6. Outros;

Utilizar a fêmea F1 é hoje uma ferramento de grande valor para o pecuarista que deseja ter mais eficiência dentro do sistema produtivo e também de ganhar novos mercados.

Sistema ILPF

O sistema ILPF chegou para a pecuária como um brinde pelo trabalho de sustentabilidade que o setor vem buscando a cada dia. A preocupação com a natureza é algo que a maior parte do setor agropecuário possuí, diferente do que os ambientalistas pregão.

A utilização de um sistema tão complexo, mas simples, é fruto de muitos debates, estudos e experimentos que vêm sendo realizados a décadas pelas instituições públicas e privadas. A grande excelência desse sistema está na oportunidade de se produzir culturas diferentes na mesma área e potencializar os ganhos e produtividades dessa terra utilizada.

ILPF é uma alternativa para quem pensa no agora, planejando o seu futuro

As fazendas que já utilizam pregam o seguinte: “é preciso uma boa gestão de todos os fatores envolvidos para se alcançar o sucesso”. Pois bem, eles estão extremamente certos!

Veja alguns casos que são fantásticos em relação a esse sistema:

Por onde vai o caminho…

A grande mudança que o Brasil vêm sofrendo na pecuária surgiu a partir do momento em que a cadeia produtiva descobriu que era necessário aumentar a sua taxa de desfrute. Não podíamos mais continuar produzindo um boi de 3 a 4 anos com uma carne sem qualidade. Não teríamos condições de aumentar o nosso mercado e, muito menos, conquistar novos mercados externos. Quando o pecuarista começou a adotar novas técnicas e pensar na pecuária futura, foi possível alcançar o maior rebanho comercial do mundo, ser o maior exportador de carne mundial e produzir uma carne de excelente qualidade.

Mas o caminho não terminou, ainda temos muita luta pela frente. Produzir mais e com menor impacto ambiental, menor tempo e custo baixo. Esses são três pilares que temos que decifrar e ajustar dentro da nossa propriedade.

Se o caminho está difícil, então você está indo no rumo certo companheiro

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