As projeções são baseadas na programação de embarques e constam do relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de embarques de soja do Brasil em setembro para 8,02 milhões de toneladas, ante 8,32 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, queda de 3,6%. Mesmo com o corte, o volume representa alta de 15% sobre os 6,97 milhões de toneladas exportados em setembro de 2025. As projeções são baseadas na programação de embarques e constam do relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.
Para o milho, a Anec elevou a estimativa de setembro para 5,97 milhões de toneladas, ante 5,74 milhões de toneladas previstas na semana passada, alta de 4,1%. Na comparação anual, porém, o volume ainda representa queda de 14,5% ante os 6,98 milhões de toneladas exportados em setembro de 2025.
No acumulado de janeiro a setembro, considerando a programação deste mês, os embarques de soja somam 102,31 milhões de toneladas, alta de 7,6% ante 95,08 milhões de toneladas em igual período de 2025. No milho, o acumulado chega a 20,12 milhões de toneladas, queda de 16% ante 23,95 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano passado.
No caso do farelo de soja, a Anec reduziu a previsão de setembro para 2,22 milhões de toneladas, ante 2,24 milhões de toneladas indicadas na semana anterior. O volume representa queda de 1,1% na comparação semanal, mas alta de 12,9% ante 1,96 milhão de toneladas embarcado em setembro de 2025. No acumulado do ano, considerando a programação de setembro, as exportações do produto somam 19,59 milhões de toneladas, crescimento de 12,6% ante igual período do ano passado.
Os embarques de DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, são estimados em 74,8 mil toneladas em setembro, mesmo volume da semana anterior e queda de 36,6% ante setembro de 2025. Para sorgo, a programação caiu para 756,8 mil toneladas, ante 1,02 milhão de toneladas projetadas na semana passada. Somando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para setembro totalizam 17,04 milhões de toneladas, queda de 2% ante a previsão da semana anterior, mas alta de 6,2% ante setembro de 2025.
Na programação da semana de 20 a 26 de setembro, os embarques de soja somam 2,06 milhões de toneladas, alta de 9,4% ante 1,88 milhão de toneladas na semana anterior, de 13 a 19 de setembro. No milho, o line-up semanal indica 1,56 milhão de toneladas, avanço de 17,9% ante 1,32 milhão de toneladas. Para o farelo de soja, estão previstas 687,7 mil toneladas, alta de 91,6% ante 359 mil toneladas. O sorgo avança para 206,7 mil toneladas, ante 174,6 mil toneladas na semana anterior.
Os maiores volumes de soja da semana estão previstos para Paranaguá (485,3 mil toneladas), Santos (444,7 mil t), Rio Grande (400,5 mil t), São Luís/Itaqui (314,8 mil t) e São Francisco do Sul (129,7 mil t). No milho, Santos lidera, com 559,7 mil toneladas, seguido por Barcarena (274,3 mil t), Paranaguá (139 mil t), Santarém (135,8 mil t), São Francisco do Sul (130 mil t) e São Luís/Itaqui (126,7 mil t). Para farelo de soja, os maiores volumes saem por Santos (381,8 mil t), Paranaguá (145,3 mil t) e Rio Grande (141,7 mil t).
Na semana anterior, os embarques de soja somaram 1,88 milhão de toneladas, com Rio Grande à frente (544,5 mil t), seguido por Santos (410,6 mil t) e São Luís/Itaqui (324,6 mil t). O milho totalizou 1,32 milhão de toneladas, puxado por Santos (388,9 mil t), Barcarena (347,9 mil t) e Paranaguá (205,4 mil t). O farelo de soja alcançou 359 mil toneladas, com Santos (146,8 mil t), Rio Grande (66 mil t), Paranaguá (55 mil t) e São Luís/Itaqui (51,4 mil t) à frente.
A China permanece como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a agosto, com 70% dos embarques, seguida por Espanha (4%) e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada. No milho, o Egito lidera as compras, com 28% do volume, à frente de Irã (14%) e Vietnã (12%). No farelo de soja, os principais destinos são Indonésia (17%), Holanda e Tailândia, com 11% cada, e Irã (10%).
A Anec ressalta que os números são baseados na programação de embarques e, portanto, podem sofrer alterações conforme as condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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