Aporte do fundo Aqua e emissão de CRA aceleram a expansão da SoluBio

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Laboratório na fábrica da SoluBio em Jataí (GO); empresa deve atingir 400 biofábricas no País em 2022 e até 800 em 2023.
Foto: SoluBio

Parte vai para a ampliação da fábrica de Jataí, que abrigará a recém-criada linha de nutrição foliar. Cerca de R$ 100 mi vão para a internacionalização.

A captação, na semana passada, de R$ 150 milhões por meio de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), além do recente aporte do fundo Aqua, permitirá à SoluBio entrar em novos mercados. Até dezembro de 2023, a maior empresa do País de tecnologias para produção de bioinsumos nas fazendas deve investir R$ 350 milhões.

Parte vai para a ampliação da fábrica de Jataí (GO), que abrigará a recém-criada linha de nutrição foliar. Cerca de R$ 100 milhões vão para a internacionalização: construção de Centros de Distribuição no Paraguai, Colômbia, Bolívia, Peru e Equador, parcerias e eventual compra fora do País. A possível aquisição de uma produtora de macrobiológicos (insetos) é avaliada, diz Mauricio Schneider, diretor comercial.

Demanda maior do que a esperada

Para avançar em cana, a SoluBio contratou o especialista Marcelo Cambraia como gerente comercial. A previsão é faturar até R$ 80 milhões com o setor em 2023, de um total de R$ 480 milhões a R$ 520 milhões. Pretende ainda instalar até 400 biofábricas, o dobro do previsto em maio.

Plano de expansão e IPO no horizonte

Mauricio Schneider diz que terá de captar mais recursos para avançar nos Estados Unidos, onde planeja abrir uma fábrica de bioinsumos, e faturar R$ 1,5 bilhão em 2027. A abertura de capital em bolsa (IPO, na sigla em inglês) seria um caminho natural daqui a alguns anos, após obter resultados maiores.

Cana online

A Usina Santa Adélia vai receber até o primeiro trimestre de 2023 cinco antenas para conexão à internet, além de readequar outras já ativas, dentro do projeto 4G TIM no Campo.

Alexandre Dal Forno, diretor de Desenvolvimento de Mercado da TIM, destaca que, além dos municípios de Jaboticabal e Pereira Barreto (SP), onde a Santa Adélia tem unidades, as novas instalações vão beneficiar mais sete municípios do entorno.

Eficiência

Dal Forno explica que a tecnologia 4G é a mais adequada ao campo, pois as máquinas agrícolas ainda não estão formatadas para o 5G, que já chegou ao País. As novas torres devem cobrir 60 mil hectares de canaviais da Santa Adélia. Por meio da parceria com a TIM, a usina quer ampliar o monitoramento e a eficiência da lavoura, além de usar a conexão para melhorar o desempenho do programa RenovaBio e reduzir o uso de combustíveis fósseis, diz Cássio Paggiaro, diretor agrícola.

Da Bolsa ao campo

A securitizadora Ecoagro acaba de fazer nova emissão de cotas (follow-on) do seu Fiagro (fundo de investimento na cadeia do agronegócio), junto com a gestora Multiplica. Captou R$ 61 milhões, dos quais R$ 41,5 milhões de investidores da gestora, elevando o patrimônio do Fiagro a R$ 90 milhões. Os recursos foram aplicados em 15 Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) de revendas de insumos e cooperativas e financiarão vendas de insumos para cerca de 30 mil produtores.

Cerco

Continua após a publicidade Ao se tornar cogestora do Fiagro da Ecoagro, o grupo Multiplica passa a oferecer a clientes – empresas do agro e de alimentos – uma opção de crédito para financiar a produção. Até então, o grupo estruturava fundos que financiavam só a comercialização e exportação de produtos. Moacir Teixeira, sócio e fundador da Ecoagro, e Carlos Augusto Levorin, sócio do Multiplica, pretendem fazer novo follow-on do Fiagro no 1.º semestre de 2023, desta vez com a meta de captar R$ 500 milhões.

De olho na Europa

A ADM, companhia global de aquisição de matérias-primas agrícolas, processamento e nutrição, completou um ano do projeto Cadeias Sustentáveis do Maranhão, que envolve o governo estadual e a agência alemã de cooperação internacional GIZ. A iniciativa beneficiou até agora 1,5 mil propriedades rurais, sobretudo de soja, que receberam treinamentos e incentivos financeiros para produzir conforme diretrizes da União Europeia. Um dos resultados foi a exportação de 130 mil toneladas de soja e farelo para a Europa e a Ásia.

Importação de trigo russo volta ao radar de moinhos

Moinhos brasileiros podem retomar a importação de trigo russo ainda em 2022, estima Douglas Araujo, diretor de Trigo da Sodrugestvo Brasil. Ele diz que neste último trimestre a indústria do Nordeste, em especial, pode recorrer àquele mercado. A Argentina estará na entressafra e os preços tendem a ficar próximos dos do mercado interno.

Chineses reforçam estoques de carne suína

Com a retomada das compras pela China, as exportações brasileiras de carne suína em setembro devem repetir o desempenho de agosto e superar 100 mil toneladas. A projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal deve ser confirmada nesta segunda-feira, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que divulga os dados da balança comercial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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