Após cinco anos em queda, rebanho bovino volta a crescer na Bahia

Após cinco anos em queda, rebanho bovino volta a crescer na Bahia

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novilhas e vacas gir leiteiro
Foto: Alvaro Antonio Pereira

Apesar de ter crescido, em 2019 o rebanho bovino da Bahia se manteve como apenas o 9º maior do país; Rebanho é estimado em 10,2 milhão de cabeças!

De Vitória da Conquista (BA) @blogdomariobittencourt 

Em 2019, o rebanho bovino baiano também teve um resultado positivo: voltou a crescer depois de cinco anos de quedas consecutivas. No ano passado, o estado tinha 10,2 milhões de cabeças de gado, 2,9% a mais que em 2018, o que representou mais 290,9 mil bovinos em um ano.

As informações são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse aumento absoluto foi o segundo maior do país, abaixo apenas do verificado em Mato Grosso, que tem o maior rebanho bovino do Brasil (31,7 milhões de cabeças) e viu esse efetivo aumentar em 1,5 milhão de animais, entre 2018 e 2019 (+5,1%).

Os maiores rebanhos bovinos da Bahia, em 2019, estavam em Itamaraju (172,9 mil cabeças), Itanhém (153,6 mil) e Guaratinga (148,5 mil).

Entretanto, nenhum desses líderes mostraram aumentos expressivos no efetivo. O aumento do rebanho bovino baiano entre 2018 e 2019 foi puxado por Campo Formoso (mais 15,4 mil animais, chegando a 38 mil cabeças), Santa Rita de Cássia (mais 10,1 animais, chegando a 112,7 mil) e Iuiu (mais 8,9 mil cabeças, chegando a 59,2 mil animais).

Apesar de ter crescido, em 2019 o rebanho bovino da Bahia se manteve como apenas o 9o maior do país, representando 4,8% das 214,7 milhões de cabeças de gado existentes no Brasil (efetivo 0,4% superior ao de 2018). Além de Mato Grosso, que responde por 14,8% dos animais brasileiros, se destacam Goiás (22,8 milhões de bovinos, 10,6% do total nacional) e Mina Gerais (22,0 milhões de animais, 10,3%).

Outro efetivo que cresceu na Bahia, entre 2018 e 2019 foi o de suínos (+1,2%), que chegou a 1,127 milhão de animais. O estado tem apenas o 10o maior rebanho de suínos do país, respondendo por 2,8% dos 40,6 milhões de animais existentes no país.

A região Sul lidera, e os maiores efetivos estão em Santa Catarina (7,6 milhões de animais, 18,7% do total), Paraná (6,8 milhões, 16,9%) e Rio Grande do Sul (5,6 milhões, 13,9%).

Produtividade do leite na Bahia chega a novo recorde: 1,34 mil litros por vaca ordenhada

Em 2019, a produtividade do leite na Bahia avançou pelo sétimo ano consecutivo (cresce desde 2013) e atingiu 1,34 mil litros por vaca ordenhada, um novo recorde para o estado em 45 anos (desde 1974).

O avanço de 8,3% na produtividade do leite baiano em relação a 2018 (quando haviam sido produzidos 1,23 mil litros por vaca) se deu em consequência de um crescimento na produção, de 978,7 milhões de litros em 2018 para 1,068 bilhão de litros no ano passado (+9,2%), maior do que o aumento no número de vacas ordenhadas, de 793,1 mil para 799,3 mil animais (+0,8%), no mesmo período.

Entretanto, apesar dos incrementos recentes, a produtividade do leite na Bahia ainda é praticamente a metade da média nacional, de 2,1 mil litros por vaca ordenhada em 2019, e quase um 1/3 do rendimento alcançado nos líderes nacionais nesse indicador: Santa Catarina (3,8 mil litros por vaca) e Rio Grande do Sul (3,6 mil litros por vaca).

Em 2019, Itarantin (42 milhões de litros), Medeiros Neto (29 milhões de litros) e Macarani (26 milhões de litros) continuaram os três maiores produtores de leite da Bahia.

Fonte: Canal Rural

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