Apreensão permeia o mercado de milho e boi dispara

Apreensão permeia o mercado de milho e boi dispara

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Foto: Divulgação

Indefinição sobre a decisão da retirada da TEC deixa mercado de milho apreensivo, e, provoca realização de lucros na B3, trazendo preços para baixo.

Afetado pelas incertezas sobre a real sustentação do mercado, o preço do milho no mercado físico paulista continuou estacionado nos R$ 60,00/sc. No entanto, cresce no mercado o sentimento de que operações de exportação sejam voltadas para abastecimento do mercado interno. Na B3, o vencimento setembro/20 encerrou o dia com queda de 0,53%, encerrando a quinta-feira cotado à R$ 59,97/sc.

Com mais um dia de valorização, o milho norte-americano surfa na onda de alta sustentada pela demanda, desta vez uma compra de mais de 700 mil toneladas da China animou a CBOT, fazendo o vencimento setembro/20 valorizar 1,10%, encerrando a quinta-feira a US$ 3,44/bu. O clima dos próximos dias será determinante para a continuidade desse rally de alta.

Boi Gordo

Ontem (27), o dia foi positivo no mercado atacadista paulista de carne bovina. Os preparativos para o próximo mês, principalmente a expectativa de maiores vendas, e a escassez de matéria-prima, emplacaram em avanços médios de R$ 0,60/kg nos produtos. Neste cenário, a carcaça casada bovina passou a ser negociada a R$ 15,40/kg em média – alta diária de 4,76%. 

Para a arroba, mercado sustentado com possibilidade de alta nos próximos dias. A baixa liquidez de negociações, lotes pequenos e baixa oferta seguem como principais pilares de sustentação dos preços. Além disso, as exportações em alta dão fôlego e se favorecem com o câmbio atual. Em São Paulo, os preços giram em torno de R$ 230,00-235,00/@ para o animal comum e R$ 235,00-240,00/@ para o destinado à exportação.

Soja

Impulsionado pelas altas na CBOT, a cotação da soja no Brasil seguiu em valorização nesta quinta-feira, com preços acima dos R$ 134,00/sc. As negociações da safra 20/21 ganham cada vez mais corpo, com preços que já ultrapassam os R$ 110,00/sc no Paraná. Com o dólar se mantendo acima dos R$ 5,50, a competitividade da oleaginosa brasileira continua elevada frente a outros países.

Nos EUA, a alta no vencimento setembro/20 chegou a 1,93%, elevando a cotação da oleaginosa no país para US$ 9,37/bu, o maior preço dos últimos sete meses. A união de novas e grandes compras chinesas, elevação do preço do óleo de soja e possível retirada de barreiras tarifarias no Brasil deram espaço para a forte alta da oleaginosa norte-americana.

Fonte: Agrifatto

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