Arroba atinge R$ 322 e com crise nos frigoríficos, veja!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Os preços da arroba seguem em patamares firmes e a baixa oferta de animais pode levar ao fechamento das indústrias, veja onde pode ocorrer!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta segunda-feira, 16, os frigoríficos tentam aproveitar as escalas confortáveis de abate. Como de costume, a semana inicia sem apresentar grandes mudanças em torno do perfil das negociações, com preços acomodados em grande parte do país.

Entretanto, o estado de Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país, corre o risco de não ter gado suficiente para o abate, é a declaração de Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do estado (Sindifrigo-MT).

Semana inicia com vagar, com as escalas de abate caminhando com certa tranquilidade nas praças paulistas. Parte das indústrias estiveram fora das compras nessa segunda e, as que estiveram negociando mantiveram os preços da última sexta-feira (13/8), apontou a Scot Consultoria.

Desta forma, boi, vaca e novilha gordos estão cotados a R$317,00/@, R$293,00/@ e R$311,00/@ respectivamente, preços brutos e a prazo. Ainda segundo os dados, as negociações para os animais que atendem o mercado da exportação, os preços seguem firmes a R$ 322,00/@

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 317,97/@, na segunda-feira (16/08), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 303,98/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 318,64/@.

O Indicador do Cepea apresentou grande desvalorização no fechamento de ontem e os valores saltaram de R$ 317,35/@ para o patamar de R$ 313,25/@, uma alta de 3,08% na comparação diária. O indicador mais uma vez andou na contramão, segundo o comparativo com as demais consultorias!

Na B3, os contratos futuros do boi gordo também mostram acomodação, de forma que as variações das cotações têm sido apenas pontuais e limitadas. O vencimento para agosto passou de R$ 318,45 para R$ 318,05, do outubro foi de R$ 322,90 para R$ 322,80 e do novembro foi de R$ 328,65 para R$ 327,30 por arroba.

As exportações de carne bovina in natura desaceleraram na última semana, foram 43,86 mil toneladas embarcadas, 24,02% a menos no comparativo semanal. A primeira quinzena do mês se encerrou com uma média diária de embarque em 10,15 toneladas/dia, avanço de 30,71% ante o mesmo período em 2020.

“O resultado das exportações foi excelente no decorrer da primeira quinzena de agosto, sugerindo que a China segue absorvendo grandes volumes de proteína animal brasileira no decorrer do terceiro trimestre. O Brasil ganha mercado com as recentes medidas adotadas pelo governo da Argentina, somado aos problemas de rebanho na Austrália”, disse o analista.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade à prazo.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 314,00.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308,00, estável.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a alguma queda dos preços, movimento natural durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo.

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 562,2 milhões em agosto (10 dias úteis), com média diária de US$ 56,229 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 101,592 mil toneladas, com média diária de 10,159 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,5 mil. Em relação a agosto de 2020, houve ganho de 80,5% no valor médio diário da exportação, alta de 30,7% na quantidade média diária exportada e valorização de 38,11% no preço médio.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17 por quilo. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,2 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,9 por quilo.

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