Arroba bate R$ 330 e quebra novo recorde, “cadê o boi?”

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boitel confinamento VFL Brasil
Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Os preços voltaram a disparar e atingiram o patamar de R$ 330/@ com a nova lacuna na oferta e a “disputa” entre compradores e vendedores. Veja!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta quarta-feira, 30, a depender da praça pecuária avaliada. De forma generalizada, são relatados alguns negócios acima da referência média, com a quebra do recorde de preços atingindo o patamar de R$ 330,00/@. Confira!

O destaque continua, de forma geral, para os animais com até 30 meses de idade que atendem o padrão exportação. Além disso, é possível observar que os players do mercado, indústria e pecuaristas, seguem barganhando e buscando melhores negociações de acordo com as suas necesidades.

Segundo a Scot Consultoria, as cotações estão estáveis nas praças paulistas. Já no Oeste de Santa Catarina, a restrição na oferta foi determinante para altas nas cotações que, na comparação feita dia a dia, o boi gordo subiu R$3,00/@ e as fêmeas R$2,00/@.

Bovinos destinados à exportação estão sendo negociados em até R$325,00/@, preço bruto e à vista. O destaque do dia foi para o estado de Santa Catarina, onde a arroba foi negociada por R$ 330,00/@ para animais destinados ao mercado interno e com prazo de 7 dias para pagamento.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 317,96/@, na segunda-feira (30/06), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 304,31/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 313,85/@.

O indicador do boi gordo do Cepea teve um dia desvalorização dos preços. A cotação variou -1,15% em relação ao dia anterior e atingiu R$ 318,50 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 20,49%. Em 12 meses, os preços alcançaram 46,55% de alta.

Os preços do boi gordo atravessaram o primeiro semestre de 2021 em patamares firmes, de acordo com dados do Cepea. Com exceção de janeiro e fevereiro, o animal para abate foi negociado no estado de São Paulo acima de R$ 300,00 em todo o resto do semestre, atingindo pico de R$ 321,90 neste final de junho (Indicador CEPEA/B3).

Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação veio da oferta enxuta de animais prontos para o abate, da retenção maior de fêmeas para a produção de reposição e da demanda chinesa por carne aquecida.

Giro do boi gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 320 na modalidade à prazo.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, inalterada.
  • Em
  • Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316 a arroba.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajuste dos preços no curto prazo, em linha com a melhor reposição durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo, consequência da entrada dos salários na economia.

“Importante mencionar que a carne de frango ainda conta com a predileção do consumidor médio, algo compreensível com o quadro macroeconômico atual”, destaca Iglesias.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.

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