Arroba bater R$ 250 é só questão de tempo

Arroba bater R$ 250 é só questão de tempo

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Cotações de bois e vacas para abate continuam dando sinais de aumento em todas as praças pecuárias do País; viés altista traz maior otimismo para semana!

Nesta última semana de agosto, o mercado físico do boi gordo registrou ajustes positivos na arroba em diversas regiões brasileiras, sobretudo nas praças de São Paulo, Mato Grosso e nas regiões Norte e Nordeste.

O movimento de alta gradual nas cotações da boiada gorda parece que não ter fim: analistas esperam mais uma onda de valorizações no decorrer das próximas semanas, período marcado pelos depósitos dos salários do mês nas contas bancárias de boa parte da população, o que pode ajudar a impulsionar as vendas da carne bovina no mercado varejista, setor que ainda se recupera do tombo ocasionado pela crise da Covid-19 e as inevitáveis medidas de isolamento social adotadas para reduzir os níveis de contaminação entre a população brasileira.

Fechamento da semana

Agrobrazil

Na última sexta-feira, o preço do boi gordo divulgado pelo Cepea finalmente bateu o recorde de 29/11/2019, atingindo o valor de R$ 236,65/@. E parece que há espaço para maiores avanços, já que os contratos futuros do boi gordo na B3 chegam a ser negociados a R$ 241,00/@ neste momento. Qual será o teto?

No aplicativo da Agrobrazil, o Boi China já registra negócios pontuais, na casa de R$ 240/@ com pagamento à vista. Ainda segundo levantamento realizado, a semana iniciou com uma média de R$ 229,65/@ com fechamento da sexta batendo R$ 238,75/@, na praça de São Paulo. Diante disso, a arroba sofreu uma valorização de R$ 9,10 em apenas uma semana.

Agência Safras

  • Na capital de São Paulo, os preços do boi gordo no mercado à vista passaram de R$ 235 para R$ 237 por arroba.
  • Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 234 por arroba.
  • Em Dourados (MS), subiram de R$ 227 para R$ 228 por arroba.
  • Em Goiânia (GO), seguiram em R$ 230 por arroba.
  • Já em Cuiabá (MT), foram de R$ 216 para R$ 217 por arroba.

Scot Consultoria

Mais uma vez a cotação do boi gordo na praça paulista subiu. A escassez de boiadas associada ao início do mês fez com que os frigoríficos apresentassem um comportamento mais comprador.

A cotação bruta do boi gordo está em R$232,00/@,à vista, R$231,50/@, descontado Senar, e em R$228,50/@, livre de impostos (Funrural e Senar). Para bovinos jovens, classificados para a China, os negócios estão em até R$235,00/@ para o macho, e em R$223,00/@ para as novilhas, preços brutos e à vista. Poucos negócios acima destes valores foram apregoados.

Arroba a R$ 250 é só questão de tempo

“Com o avanço das vendas no mercado interno e a manutenção de volumes recordes de embarques do produto ao exterior, as plantas brasileiras devem atuar de forma mais firme nos negócios, podendo haver novas elevações nos valores oferecidos para a compra de boiadas”, destaca a IHS Markit.

O principal fator altista continua sendo a enorme escassez de boiadas prontas para abate, reflexo do período de entressafra (baixíssima oferta de bois terminados no pasto) e da menor disponibilidade de animais de confinamento.

O quadro de incertezas gerado pelo novo coronavírus atrapalhou a tomada de decisão dos pecuaristas em relação à engorda no cocho. Muitos produtores adiaram as suas decisões sobre o confinamento, o que ajuda a explicar essa falta de boiadas alimentadas com grãos.

Além disso, destaca a IHS Markit, o pecuarista que ainda dispõe de animais gordos para vender prefere operar com cautela, esperando o melhor preço para negociar os seus lotes. Contribui para essa estratégia os altos custos com a compra de animais de reposição e o encarecimento dos preços da ração. “Os produtores posicionam as cotações em patamares elevados de olho nos altos custos com reposição de gado”, relata a consultoria.

Diante desses fatores, escassez de boiada para abate, escala de abate curta, maior demanda na exportação e entrada de salário com início do mês, traz um novo movimento altista para esta semana. Arroba vai bater R$ 250? Com certeza existe margem e isso é apenas uma questão de tempo.

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