Arroba cedeu. Os preços vão cair mais?

Arroba cedeu. Os preços vão cair mais?

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Foto Divulgação.

Apesar do viés de baixa, o mercado deve permanecer firme, apoiado no cenário de oferta restrita de boiadas e pela demanda chinesa aquecida. Arroba cedeu?

Em São Paulo, após alguns dias de estabilidade os preços começaram a ceder. No fechamento da última sexta-feira (29/11), a cotação do boi gordo recuou 4,4% e está cotado em R$220,00/@ à vista, bruto. Descontando a alíquota do Senar o preço é R$219,50/@. Livre de Funrural e livre do Senar a cotação é de R$216,50/@. Mas e ai, arroba cedeu e os preços vão cair ainda mais?

Houve queda em 12 das 32 regiões pesquisadas, considerando o preço à vista. O estado de Goiás apurou-se a segunda maior queda após São Paulo, onde a cotação caiu 2,8% na comparação dia a dia.

Apesar do viés de baixa, o mercado deve permanecer firme, apoiado no cenário de oferta restrita de boiadas e pela demanda chinesa aquecida.   

Segundo a Radar Investimentos

A dificuldade de compra é vigente, dado que na última semana, o Indicador Esalq USP fechou na máxima histórica em R$231,35/@, à vista. A indústria iniciou testes de compra com preços na mesma base ou até ligeiramente abaixo em meados da semana anterior, porém até o momento, as escalas de abate não evoluíram.

Boi-Gordo-Radar-Investimento

Preço do boi gordo atinge novo recorde e vai a R$ 231,35, aponta Cepea

Segundo o centro de estudos, em novembro, a arroba do animal subiu R$ 61,80 ou 35,5%. Confira!

Os preços da arroba do boi gordo atingiram um novo recorde no fechamento da sexta-feira, 29. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor fechou a R$ 231,35. Até então, o maior valor tinha sido registrado na quarta-feira, 27, quando a arroba do animal havia chegado a R$ 231. No acumulado de novembro, o indicador do boi gordo Esalq/ B3 teve alta de 35,5%, ou de R$ 61,80.

Essa disparada nos preços acontece principalmente pela demanda aquecida pela carne bovina brasileira. A China, um dos maiores importadores do nosso produto, passa por um surto de peste suína africana que já dizimou cerca de 40% do plantel de suínos. Com isso, o país asiático tem procurado outros tipos de proteínas.

Outro motivo da alta é a pouca oferta de animais no mercado. Isso acontece porque no passado, muitas vacas foram abatidas. Sem fêmeas, não há bezerros e consequentemente boi gordo no futuro. 

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta, inclusive, para uma possibilidade de aumento no número de abates de vacas neste momento. Com essa dificuldade de os frigoríficos encontrarem boi gordo disponível no mercado, o pecuarista pode ser estimulado a descartar as fêmeas. O fato pode fazer com que os preços do leite subam já no próximo ano, diz a entidade.

Por fim, a demanda mais aquecida de fim de ano pode ser indicada como outro motivo da alta do boi gordo. Normalmente nesta época a população está mais capitalizada por conta do pagamento do 13º salário e a demanda por carne bovina aumenta.

Apesar dessa alta, a Scot Consultoria já alertou os pecuaristas que janeiro seria o mês da “ressaca” da carne. Para a empresa, o mês é marcado por grandes despesas ao consumidor, como pagamentos de impostos, de materiais escolares e outros. Isso poderia fazer com que a demanda caísse.

Compre Rural com informações da Scot Consultoria/ Radar Investimento/ CEPEA

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