Arroba chegando em R$ 300 com “apagão” do boi gordo

Arroba chegando em R$ 300 com “apagão” do boi gordo

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Arroba disparou em todo o Brasil, com uma elevação de quase R$ 6/@, os preços estão reajustando diariamente, já que temos um “apagão de boi gordo” no mercado.

Em São Paulo – referência para outras praças do País –, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 284,57/@, na quarta-feira (04/11), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 269,72/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 277,65/@.

Já a máxima, registrada pelo aplicativo, ficou em R$ 289/@ com um novo recorde de preço para o valor da arroba. Seguindo a tendência de alta, os preços seguem reajustando de forma diária, sustentado na maior parte pela escassez de animais para abate.

Faz tempo que não há estabilidade no mercado do boi gordo. Os reajustes na arroba, atualmente sempre para cima, ocorrem quase todos os dias. Quando a arroba não sobe em São Paulo, avança em regiões do Centro-Oeste e outras praças importantes do País. Às vezes, o movimento de alta é generalizado, se alastrando praticamente a todas as principais regiões pecuárias.

Nas praças pecuárias paulistas, segundo a Scot Consultoria, “Os machos que atendem ao mercado externo estão firmes em R$ 280/@, preço bruto e à vista”. Ainda em São Paulo, os preços da vaca e da novilha gorda subiram R$ 5/@, alcançando R$ 265/@ e R$ 270@, respectivamente (preços brutos e à vista), de acordo com a Scot.

Segundo a IHS, a enorme escassez na oferta de animais prontos para abate continua oferecendo suporte para o movimento de valorização da arroba.

O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 fechou a R$ 279,90 nessa quinta-feira, 5, bem acima do recorde real anterior, de R$ 269,87, que havia sido observado em 29 de novembro de 2019 (o valor nominal do boi naquela data foi de R$ 231,35). 

Mercado futuro já quase a R$ 300

Para os preços, a tendência indica que os valores devem seguir em patamares recordes, e podem chegar a R$ 300 a arroba na B3, de acordo com o analista da Safras. “Isso acontece pela demanda aquecida, exportações em bom nível, o consumo interno no seu ápice e oferta restrita de boiadas no mercado. O movimento do futuro do boi gordo, com contrato de dezembro, é uma sinalização que os preços devem continuar em alta e não devem ser invertidos até a virada do ano”, destaca Iglesias.

Para os preços, a tendência indica que os valores devem seguir em patamares recordes, e podem chegar a R$ 300 a arroba na B3, de acordo com o analista da Safras.

A oferta limitada continua ditando o ritmo das negociações e, consequentemente, altas dos preços. Na B3, o contrato de novembro/20 ultrapassou mais uma vez a casa dos R$ 290,00/@, encerrando o dia cotado a R$ 291,05/@ um ganho diário de 0,40%. Já o dezembro, fechou em R$ 294,95/@, alta de 0,36% ante a véspera.

Atacado

Outro motivo de preocupação por parte da indústria é que avanço dos embarques de proteína vermelha está ocorrendo no mesmo momento em que se espera um aumento consumo doméstico típico de final de ano, acrescenta a IHS.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos continuaram estáveis nesta quinta-feira. A entrada da massa salarial, a irregularidade na oferta de mercadoria diante do lento ritmo dos abates diários e o avanço nas vendas externas mantêm suporte aos preços da carne bovina. “Novas altas foram identificadas para o couro bovino e para o sebo, impulsionadas pela retomada da demanda agregada”, informa a IHS Markit. As exportações brasileiras de couro estão sendo beneficiadas pelo dólar e menor oferta, ao passo que o sebo pela cadeia de biodiesel, justifica a consultoria.

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