Arroba cravada nos R$ 300 com campanha #naovendaseuboi

Arroba cravada nos R$ 300 com campanha #naovendaseuboi

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Sem gado e sem saída frigoríficos tentam pressionar o valor da arroba para baixo, mas sem sucesso e com escalas de abate cada vez mais apertadas!

A semana começou com grande disparada nos preços do boi gordo, trazendo também uma elevação no preço da vaca e das novilhas para abate. Entretanto, os frigoríficos tiraram o pé das compras nesta quinta-feira, segundo avaliação do Compre Rural, que acompanhou diariamente os negócios nas principais praças pecuárias do País.

“Nesta quinta-feira, o mercado físico do boiada gorda perdeu liquidez com a saída de muitos compradores dos negócios”, relata a IHS. “Algumas indústrias saíram das compras mesmo sem conseguir alongar as suas escalas de abate”, destaca a Scot.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 294,55/@, na quinta-feira (12/11), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 274,15/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 278,57/@.

Ainda segundo o app, o preço da arroba está variando de R$ 285,00 a R$ 300,00 por arroba na praça paulista. Entretanto, o volume de animais negociados está abaixo da média.

O Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ fechou a R$ 288,55 nesta quinta-feira, ou seja, os preços deixaram a estabilidade de lado para uma desvalorização de quase 3,5% e atingir um novo preço.

Segundo a IHS, os frigoríficos manifestam forte preocupação com a dificuldade de repasse dos preços pagos pela boiada gorda aos preços da carne no varejo, sobretudo em relação ao mercado doméstico. “A intensidade das altas nos preços pelo gado gordo no mercado físico se mostra maior que a capacidade de transmissão aos valores da proteína, o que pode resultar em queda das margens operacionais e impactos negativos na consistência do escoamento do produto no mercado doméstico”, observa a IHS.

Campanha #nãovendaseuboi

Os pecuaristas estão se unindo e buscando, juntos, um movimento para impedir que a pressão baixista da indústria ganhe força nesse momento onde a demanda segue elevada e a oferta de animais para abate siga extremamente apertada.

Segundo os pecuaristas, a relação precisa ser de “ganha-ganha” e não apenas o frigorífico ganhando nessa relação de troca. Lembrando que essa manobra de se retirar das compras é muito comum pelas indústrias, principalmente as grande empresas, já que elas buscam o no mercado futuro o seu maior “lucro”.

A oferta permanecerá restrita daqui até o final do ano, avaliando que há grande dependência da oferta de confinados, uma vez que a estiagem prolongada vai atrasar a entrada de animais de safra.

Mesmo com a baixa liquidez de negócios diante do menor interesse de compra de boiadas, ainda foi possível verificar alguns modestos movimentos de alta na arroba em algumas praças pecuárias do País.

Atacado

No mercado atacadista, os preços ficaram de estáveis a mais altos. De acordo com Iglesias, a expectativa é de continuidade deste movimento no curto prazo, diante das bonificações de final de ano típicas do período. “É importante destacar que o aquecimento da demanda durante o último bimestre é um elemento importante nas próximas semanas. Uma eventual redução da capacidade de abate também teria efeito sobre os preços da carne, produzindo o enxugamento dos estoques em um momento de demanda aquecida”, diz.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 15,40 o quilo, e a ponta de agulha aumentou de R$ 15,25 o quilo para R$ 15,30 o quilo.


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