Arroba dispara a R$ 277 com o “Apagão” da boiada, veja!

Arroba dispara a R$ 277 com o “Apagão” da boiada, veja!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Apagão da boiada coloca a indústria de um lado pagando mais pelo boi e de outro o pecuarista que não pode aproveitar a oportunidade por falta de animais!

Nesta quinta-feira (15/10), os preços da boiada gorda subiram novamente nos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul e Pará, conforme dados apurados pela IHS Markit. Na praça paulista, o valor máximo do animal terminado avançou para R$ 265/@, a vista, segundo o aplicativo da Agrobrazil.

“A disputa por animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês segue acirrada, resultando em um ágio de até R$ 8 por arroba em relação ao animal destinado ao mercado doméstico”, diz o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

“A oferta escassa de gado pronto para abater segue como direcionador do mercado, dificultando o preenchimento das escalas, que só conseguem ser alongadas mediante elevação dos preços oferecidos ao pecuarista”, informa a consultoria.

Nas principais praças pecuárias, as exportações continuam a ditar o ritmo das compras de gado pelos frigoríficos, que se posicionam de forma mais ativa, sobretudo em lotes de animais que atendem aos requisitos básicos do mercado internacional.  O chamado “boi-China” chega a receber prêmios de até R$ 5/@ acima da referência do mercado, relata a IHS.

Segundo a Scot Consultoria, os preços dispararam nessa última quinta-feira, com os animais em São Paulo, chegando a R$ 264,50/@ preço bruto sem o desconto do Funrural. Já em Alagoas, para as mesmas condições, os animais atingiram o valor de R$ 277/@.

Em São Paulo – referência para outras praças do País –, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 261,10/@, nesta quinta-feira (15/10), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 249,93/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 255,37/@.

Já o Indicador do Cepea, voltou a registrar preços uma grande desvalorização, na contramão do mercado, atingindo o patamar de R$ 261,45 por arroba. Esse valor se distância daquele praticado pelos frigoríficos e os analisados pelas outras consultorias.

Escala de abate

Em relação às escalas de abate, poucas plantas frigoríficas dispõem da formação que supera mais de uma semana de preenchimento, observa a consultoria.

No entanto, embora haja enorme escassez de animais terminados, as indústrias preferem atuar com certa cautela nos negócios, buscando trabalhar com estoque regulado e alinhado com a demanda vigente, para evitar a formação de excedentes nas câmaras frias justamente no período mais complicado de consumo (a partir da segunda quinzena do mês, quando, teoricamente, sobra menos dinheiro no bolso da população assalariada).

Mercado externo

Após as quedas das últimas semanas de setembro, os embarques de carne bovina in natura reagiram. A média diária embarcada até a segunda semana de outubro foi de 8,58 mil toneladas, 10,8% maior que no mesmo período de 2019.

Boi gordo: futuros superam R$ 280/@

Os contratos futuros do boi gordo na B3 renovaram recordes nesta semana. O vencimento para novembro já chegou a superar R$ 280 por arroba, uma alta de cerca de 5% em relação à semana anterior. A oferta restrita no mercado físico tem pressionado cada vez mais a curva futura do boi.

A analista de mercado da Scot Consultoria Thayná Drugowick afirma que um dos motivos para esses patamares recordes é a oferta limitada de animais terminados. Segundo ela, a expectativa do mercado futuro é apoiada por uma projeção de aumento sazonal de consumo interno no final do ano em virtude das festas em dezembro. Dessa forma, a curva futura tem refletido a expectativa de preços firmes até a virada do ano.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. De acordo com Iglesias, o movimento de alta é mais moderado, diante de uma reposição mais lenta entre atacado e varejo, algo que já era aguardado para a segunda quinzena do mês. Já as exportações tendem a se acelerar no último bimestre, avaliando a perspectiva de um maior apetite chinês.

Com isso, a ponta de agulha passou de R$ 14,25 o quilo para R$ 14,30 por quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,30 o quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,6260 para venda e a R$ 5,6240 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5900 e a máxima de R$ 5,6480.

Compre Rural com informações da Agrobrazil, IHS Markit, Scot Consultoria, Agência Safras, Cepea e Portal DBO

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