Arroba dispara e pecuarista já pede R$ 330 para negociar

PARTILHAR
Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Com grande pressão negativa na oferta de animais para abate, momento é de ajuste positivo e pecuarista vendendo boiada no “conta-gotas” para frigoríficos!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta quarta-feira, 16, com grande pressão por parte dos pecuaristas. Os frigoríficos operam com escalas de abate posicionadas entre quatro e cinco dias úteis em média, os pecuaristas que possuem animais para abate estão vendendo no “conta-gotas” e já pedem R$ 330,00/@ para concluir as negociações!

Com esse cenário, o dia foi de um mercado com lentidão nos negócios, com novas valorizações de preços em algumas praças pecuárias, e a indústria buscando avaliar o atual mercado interno e as demandas externas para se posicionarem quanto aos novos patamares exigidos pela matéria-prima!

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, teve um dia de valorização, e segue próximo do recorde histórico de R$ 320 por arroba. A cotação ficou em R$ 319,65 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 20%. Em 12 meses, os preços alcançaram 52,16% de valorização.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, O volume de negociações segue a passos lentos na maioria das regiões do País, com exceção do Norte e Nordeste (onde há uma certa liquidez nas transações)”, ressalta a consultoria.

Ainda segundo a consultoria, as categorias do boi, vaca e novilha gordos estão apregoados, respectivamente, em R$317,00/@, R$294,00/@ e R$310,00/@, preços brutos e a prazo. 

Para bovinos que atendem o mercado externo, os negócios ocorrem em até R$325,00/@, preço bruto e à vista. O ágio do animal que atende a esses requisitos seguem cerca de R$ 10,00/@ a mais do que os animais que atendem ao mercado interno.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 320,06/@, na quarta-feira (16/06), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 304,31/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 309,77/@.

De forma geral, a restrição de oferta já afeta várias plantas frigoríficas, principalmente as unidades que só conseguem vender cortes bovinos ao mercado interno.

“Há relatos de alguns abatedouros que optaram por comprar apenas vacas (cujos preços são mais baratos), ou até mesmo conceber férias coletivas”, relata a IHS, acrescentando que tal situação é mais evidente hoje na região Sul do País.

Diante da escassez de boiadas, as unidades habilitadas para vender carne bovina ao mercado internacional adotam o reescalonamento em suas programações de produção, prolongando virtualmente os abates diários, sem a necessidade de novas compras de gado, informa a IHS.

Mercado Futuro

Na B3, os contratos futuros do boi gordo não sustentaram a alta do dia anterior e voltaram a cair, sendo que apenas o vértice mais curto teve uma leve valorização. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 320,05 para R$ 320,50, do outubro foi de R$ 330,65 para R$ 328,70 e do novembro, de R$ 334,00 para R$ 332,05 por arroba.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 – R$ 119, na modalidade à prazo.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305 a arroba, estável.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 311.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 312 a arroba estável.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo.

“É importante mencionar que o consumidor brasileiro ainda optar por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, situação compreensível avaliando a atual situação macroeconômica”, disse ele.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,75 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,50 o quilo, assim como a ponta de agulha. 

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com