Arroba fecha a semana com grande otimismo a R$ 322,00

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Apesar da escala de abate confortável para as indústrias, os pecuaristas fecharam a semana com maior otimismo em relação aos preços da arroba!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta sexta-feira, 06, a depender da praça avaliada. Mercado do boi fecha a semana com preços firmes e de olho no ritmo da demanda interna pela carne. Avanço no consumo doméstico da proteína pode motivar busca por boiadas nas regiões pecuárias, estimulando nova onda de valorizações da arroba.

A Scot lembra que, atualmente, o mercado passa por momentos de baixa atratividade em relação ao sistema de engorda intensiva, afetado pelo recuo nos preços futuros do boi gordo (negociados na bolsa B3) e sobretudo pelo avanço nos custos com alimentação.

O mercado do boi gordo está estável nas praças paulistas na comparação feita dia a dia. Grande parte das indústrias frigoríficas estão com as escalas de abate confortáveis. O boi gordo destinado ao mercado interno está apregoado em R$317,00/@, preço bruto e a prazo, apontou a Scot Consultoria.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 319,36/@, na sexta-feira (06/08), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 298,57/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 316,50/@.

Bovinos destinados ao mercado externo, são negociados a até R$322,00/@, preço bruto e à vista e a depender do lote. Entretanto, alguns pecuaristas já informam negociações de animais precificados a R$ 330,00/@.

O Indicador do Cepea apresentou grande desvalorização no fechamento de ontem, trazendo revolta aos pecuaristas, os valores sofreram uma desvalorização de 6,13% e saltou de R$ 319,20/@ para o patamar de R$ 312,95/@. Essa é a maior queda dos últimos dias!

Do lado de dentro das porteiras, ao longo da semana, os pecuaristas conseguiram manter a firmeza nos preços, apesar das pressões de baixa ocasionadas pelas confortáveis escalas de abate dos frigoríficos e pelo aumento da oferta, motivado pela entrada de animais do primeiro giro dos confinamentos, além da necessidade de desovar os estoques depois do frio intenso registrado em algumas áreas de pastagens.

Na opinião dos analistas da IHS, atualmente, os frigoríficos enfrentam grande aperto nas margens operacionais, sobretudo os que operaram exclusivamente no mercado doméstico da carne.

Escalas de abate não tão confortáveis

Após duas semanas consecutivas de aumento, a média nacional de escalas de abate apontou para uma tendência de redução. Ainda que se mantenha na casa dos 9 dias úteis, algumas das principais pecuárias do país registraram fortes recuos em suas programações.

  • Em São Paulo, apesar de ainda estarem em uma situação confortável, as indústrias frigorificas observaram suas programações reduzirem em média em 2 dias úteis em comparação a sexta-feira passada, e, com isso a média da escala de abate no estado paulista ficou em 11 dias úteis.
  • As indústrias goianas enfrentaram situação parecida as paulistas, e observaram um recuo de 1,0 dia útil em suas programações de abate, agora a média do estado é de 10 dias úteis.
  • Em Tocantins, a média das programações reduziram em 2 dias, agora as indústrias do estado contam com 7 dias úteis de abate já planejados, o menor nível desde a primeira semana de junho/21.
  • Por outro lado, em Minas Gerais, a média das escalas de abate registrou crescimento de 1 dia útil no comparativo semanal, encerrando a semana em 9 dias úteis.
  • Já os frigoríficos dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conseguiram manter programados 8,0 dias úteis, ambos acima de suas médias dos últimos 12 meses.

A demanda de carne bovina se mostra positiva às vésperas do Dia dos Pais, algo já esperado, com alguma alta dos preços das carnes no atacado. “O grande problema ainda é o preço proibitivo da carne bovina no atacado, impossibilitando altas mais robustas da carne. Por outro lado, as exportações permanecem em bom nível, com a China absorvendo relevantes volumes de proteína animal brasileira”, assinalou o analista.

Ainda há otimismo em torno do avanço da vacinação resultando em uma retomada mais consistente da atividade econômica. “Ou seja, haverá avanços do consumo de carne bovina restante do ano, com destaque para o último trimestre. O problema é que a carne bovina permanece em patamar proibitivo, e a tendência é pela preferência pela carne de frango, proteína mais acessível”, completou Iglesias.

Mercado Futuro

No mercado futuro da B3, os contratos registraram variações negativas nos vencimentos mais longos. Os papeis para outubro/21 e novembro/21 (pico da entressafra) recuaram para R$ 325,50/@ e R$ 329,35/@, respectivamente.

O contrato de vencimento mais curto apresenta forte variação positiva, para R$ 319,25, acompanhando os preços vigentes no mercado físico de São Paulo.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317 na modalidade à prazo.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, inalterado.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, ante R$ 312,00.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 311 a arroba, estável.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. “O Dia dos Pais tende a capitalizar bons resultados em 2021, considerando o abrandamento das medidas de distanciamento social, permitindo o funcionamento de restaurantes e outros estabelecimentos próximos a sua normalidade”, disse Iglesias.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,90 por quilo, inalterado. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,20 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo, estável.

Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,2360 para venda e a R$ 5,2340 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2070 e a máxima de R$ 5,2750. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,52% ante o real.

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