Arroba fecha em R$ 200 com frigoríficos fora da compra

Arroba fecha em R$ 200 com frigoríficos fora da compra

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Preços do boi gordo caem com desaceleração do consumo; Analista aponta que os frigoríficos exerceram pressão sobre o pecuarista, conforme era esperado durante a semana.

O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos nesta sexta-feira. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, aponta que os frigoríficos exerceram pressão sobre o pecuarista, conforme era esperado. 

“O cenário é bastante complicado, com projeções de consumo de carne bovina contraídas ao longo do mês de abril. O isolamento social provoca mudanças nos padrões de consumo ao redor do mundo. As preocupações aumentam com alguns frigoríficos relatando que suas câmaras frigoríficas estão lotadas”, assinalou Iglesias.  

Outro aspecto que produz desconforto é o cancelamento de pedidos por parte de importadores que atuam na União Europeia, com efeitos devastadores do Covid-19 no velho continente.

Segundo o app da Agrobrazil, a média para a praça de São Paulo, foi de R$ 196,31/@. Já na média Cepea, tivemos um valor de R$ 200,65/@ para o boi gordo à vista, uma alta de 5,40%. Em São Paulo, conforma imagem abaixo, tivemos uma distribuição de preços de R$ 191/@ até negócios de R$ 205/@, lembrando que o mercado China ainda paga um maior ágio pelo animal jovem, o que deve aumentar ainda mais essa diferença para boi padrão em relação ao Boi China.

Segundo a Scot Consultoria, Mercado quieto

Em São Paulo, a cotação do boi gordo encerra a semana com preços estáveis na comparação dia a dia.

Após uma semana com melhoria do volume de negócios, resultando no avanço das programações de abate, no fechamento de hoje (3/4), boa parte das indústrias saíram das compras. A estratégia estabelecida, devido ao consumo incerto de carne no mercado interno, é avaliar o comportamento das vendas até a próxima segunda-feira (6/4), para então, definirem qual caminho seguir.

Calmaria

Nas demais praças, o cenário também é de calmaria. Boa parte dos frigoríficos optaram por tirar o ‘’pé’’ das compras. Há ofertas de compra, experimentando o mercado, com queda de R$5,00 a menos por arroba, afastando os pecuaristas dos balcões de negócios.

Campo Grande-MS

Apesar das escalas de abates enxutas, a dificuldade de escoamento de carne e as câmaras frias cheias, a referência da arroba do boi gordo recuou 1,4%, ou R$2,50/@, na comparação com o fechamento de ontem, e ficou cotada em R$182,00, bruto e à vista, R$181,50/@ com o desconto do Senar e em R$179,50, livre de impostos (Senar + Funrural).

Segundo Safras&Mercado

“Nessas condições a intenção dos frigoríficos é de operar com escalas de abate relativamente curtas, entre dois e quatro dias úteis. Assim há pouco espaço para movimentos agressivos de queda da carne bovina. O ponto de alento está na retomada das negociações com a China, com relatos de novos pedidos realizados nos últimos dias”, aponta o analista. 

  • Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 197 a arroba, ante R$ 202.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os preços recuaram de R$ 197 a arroba para R$ 189 a arroba.
  • Em Dourados, Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 185 a arroba, contra R$ 192 .
  • Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 185 a arroba, contra R$ 190.
  • Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço diminuiu de R$ 177 por arroba para R$ 172 a arroba.

 Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram inalterados. “A tendência de curto prazo segue indefinida, com grandes incertezas em relação ao comportamento da demanda. O que já se sabe é que o fechamento de restaurantes e de outros estabelecimentos resulta em uma menor demanda por cortes nobres, com aumento do consumo de carne de frango e cortes do dianteiro bovino, mais acessíveis”, disse Iglesias.

 Assim, o corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,75 o quilo. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,40 o quilo. 

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,15%, sendo negociado a R$ 5,3270 para venda e a R$ 5,3250 para compra, novo patamar histórico. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,268 e a máxima de R$ 5,328. Na semana, o dólar subiu 4,4%.

Compre Rural com informações do Agrobrazil, Canal Rural e Scot Consultoria

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