Arroba recorde a R$ 283/@ com “apagão” de boiada

Arroba recorde a R$ 283/@ com “apagão” de boiada

PARTILHAR
Foto Divulgação

A baixa disponibilidade de boi gordo proveniente do pasto e ou confinamento, não permitem que a indústria consiga uma escala de abate “confortável”.

O descompasso entre oferta restrita de boiadas e a demanda aquecida mantém os preços do boi gordo e da vaca gorda nas alturas, informa a IHS Markit. Segundo a consultoria, a oferta oriunda de confinamento ainda não permite um avanço mais significativo das escalas, e muitas plantas frigoríficas espalhadas pelo País operam com programações de abate de apenas três a quatro dias úteis.

Os preços do boi gordo ficaram predominantemente mais altos nesta quinta-feira, 29, no mercado físico brasileiro.  Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo.

O analista ainda ressalta que não haverá grande volume de animais de pasto no último bimestre, uma vez que a estiagem prolongada reduziu a qualidade do pasto e atrasou o desenvolvimento dos animais. “A tendência é que eles estejam aptos ao abate apenas no primeiro trimestre de 2021”, assinala Iglesias.

Em São Paulo – referência para outras praças do País –, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 276,38/@, nesta quinta-feira (29/10), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 257,01/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 267,92/@.

Segundo os pecuaristas, em São João da Boa Vista/SP, o valor da arroba foi negociado a R$ 283,00/@ com pagamento à vista e abate para o dia 06 de novembro.

Outro destaque do dia de ontem, noticiado aqui no Compre Rural, foi o descontentamento da classe produtora em relação aos preços informados pelo Cepea no dia 28 de outubro. Confira aqui a matéria!

Com grande surpresa, o Indicador do Cepea voltou a registrar uma valorização de cerca de 7%, fechando com média de R$ 275,60/@ para a praça paulista. Esse valor fez com que o Indicador tenha atingido um novo recorde de preço, ou seja, maior valor observado desde a sua criação!

“As perspectivas mostram que a oferta de animais terminados deverá se manter restrita até o final do ano, pois a estiagem prolongada em muitas áreas do País tardou o desenvolvimento das pastagens e, consequentemente, a terminação dos animais”, afirma a IHS, acrescentando que alguns lotes devem estar aptos ao abate apenas no primeiro trimestre de 2021.

Arroba pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 275 – R$ 276 a arroba, ante R$ 275 na quarta-feira, 28
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 268 a arroba, contra R$ 267.
  • Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores chegaram a R$ 265 a arroba, contra R$ 264.
  • Em Goiânia, Goiás, o valor indicado foi de R$ 260 a arroba, estável.
  • Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 264 a arroba.

Expectativa é de alta nos preços

Das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, houve alta em 24.A falta de animais terminados associada a escalas de abate curtas e à demanda internacional aquecida vêm pressionando significativamente as cotações.

“A tendência para os próximos dias não descarta a possibilidade de novos ajustes, pois o fluxo de comercialização deve ganhar maior consistência no decorrer da primeira quinzena de novembro com a entrada da massa salarial, associado ao firme ritmo das exportações”, prevê a consultoria.

Atacado

No mercado atacadista, o dia foi de preços acomodados. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no decorrer do mês novembro, período pautado por excelente potencial do consumo, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. A forte alta dos preços da carne bovina remete a uma busca por proteínas mais acessíveis no mercado, enfaticamente a carne de frango.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20 o quilo. O corte dianteiro aumentou se manteve em R$ 14,65 o quilo, e a ponta de agulha continuou em R$ 14,65 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,7650 para venda e a R$ 5,7630 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7460 e a máxima de R$ 5,7920.

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com