Arroba segue em alta mesmo com pressão da indústria

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Preço do boi gordo seguem com viés de alta, apontando estabilidade em patamares elevados, mesmo com a pressão da indústria para tentar frear o valor ofertado!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta quarta-feira, 23, a depender da praça pecuária avaliada. O mercado volta a se deparar com negociações acima da referência média diante da disputa pela matéria-prima no campo. O valor para os animais que atendem o padrão exportação segue em R$ 327,00/@.

A baixa disponibilidade da oferta segue sustentando as cotações no mercado físico do boi gordo. Segundo o analista Fernando Iglesias, apesar do avanço das escalas de abate em várias regiões do país, os frigoríficos não conseguem encerrar negociações com preços mais baixos.

Segundo a Scot Consultoria, as escalas de abate confortáveis e o baixo escoamento de carne mantiveram os preços estáveis para as três categorias destinadas ao abate, na comparação diária. O boi, a vaca e novilha gordos são negociados, respectivamente, em R$317,00/@, R$294,00/@ e R$310,00/@, preços brutos e a prazo.

Para os animais destinados à produção para exportação, de até quatro dentes, os negócios se dão em torno de R$327,00/@, preço bruto e à vista. Preocupação ronda em relação a queda no valor do dólar em relação ao real.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 318,84/@, na quarta-feira (23/06), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 304,31/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 308,54/@.

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, a cotação variou -0,99% em relação ao dia anterior e passou de R$ 318,90. No acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 19,13%. Em 12 meses, os preços alcançaram 48,71% de valorização.

Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram nova queda, sendo que apenas o vencimento mais curto teve uma leve alta. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 318,50 para R$ 319,00, do outubro caiu de R$ 320,60 para R$ 317,25 e do novembro, de R$ 323,80 para R$ 319,80 por arroba.

Segundo a IHS Markit, o mercado apresenta atualmente um volume de negócios muito abaixo da média para o período, apesar das unidades de abate operarem com níveis mínimos da capacidade instalada.

A retração do consumo interno na segunda quinzena do mês e a forte restrição de oferta de animais são os principais motivos para essa morosidade.

Há relatos de indústrias que decidiram pular alguns dias de abate, informa a IHS, que alerta para a situação complicada vivenciada sobretudo pelos abatedouros que atendem exclusivamente ao mercado interno.

Valor do Boi Gordo no Mundo

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 319, na modalidade à prazo, estável.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305 a arroba, estável.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, ante R$ 311,00 ontem.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba, contra R$ 312.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, a tendência é que haja maior espaço para reajustes no período de virada de mês, período que conta com maior apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. “É importante mencionar que a carne de frango ainda dispõe da preferência do consumidor médio, algo natural com as atuais circunstâncias envolvendo emprego e renda”, disse Iglesias.

 Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.

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