Arroba segue recuando com pressão da indústria, veja

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@joaopedrodiasnc

Nas praças paulistas o mercado aponta para uma queda de R$ 11,00 nos valores da arroba, segundo Cepea. Confira abaixo como se comportou o mercado!

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais baixos em importantes praças pecuárias pelo pais, nesta terça-feira (17). O cenário no curto prazo deve continuar a ser de queda nas cotações, considerando a frente fria que avança sobre o país que tende a reduzir a capacidade de retenção do pecuarista. Nas praças paulistas o mercado aponta para uma queda de R$ 11,00 nos valores da arroba, segundo Cepea.

O mesmo cenário na região Sudeste de Rondônia resultou em queda de R$1,00/@ para o boi gordo e para a vaca gorda na comparação feita dia a dia. Já para as novilhas gordas, as cotações permaneceram estáveis.

Segundo a Scot Consultoria, em seu boletim diário, as indústrias frigoríficas brasileiras continuam pressionado os preços do boi gordo. A Consultoria detectou recuo diário de R$ 1/@ na cotação do boi gordo em São Paulo, agora negociado a R$ 309/@, valor bruto e a prazo.

Por sua vez, os preços da vaca e novilha gordas permaneceram estáveis, valendo R$ 276/@ e R$ 305/@, respectivamente (valores brutos e a prazo).

A referência para bovinos cujo destino é exportação para a China se mantém em R$325,00/@, mas negócios a R$330,00/@ já foram realizados. Segundo o App da Agrobrazil, pecuarista de Fernandópolis, no interior paulista, registrou preço de R$ 330,00/@ com pagamento à vista e abate para o dia 20 de maio.

Já o Indicador do Boi Gordo CEPEA, registrou grande desvalorização na comparação diária, uma queda de 3,41%. Desta forma, os preços que saltaram para o patamar de R$ 323,40/@. A cotação em dólar, ainda segundo a instituição, ficou apregoada a US$65,44/@. Confira o gráfico abaixo!

“Basicamente os frigoríficos não têm encontrado dificuldades na composição de suas escalas de abate, e devem seguir exercendo pressão sobre os pecuaristas no restante do mês. O término do lockdown na China na virada de mês é um ponto importante a ser considerado, o que tende a desafogar a logística global com a retomada das operações mais próximas a sua normalidade no porto de Xangai. Os preços do boi gordo terão maior potencial para reajustes no início da entressafra, avaliando um período menos ofertado e com perspectiva de bom ritmo de exportação”, assinalou Iglesias da Agência Safras.

Exportações

As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram 73,8 mil toneladas nos dez primeiros dias úteis de maio, informou nesta terça-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “O ritmo dos embarques segue aquecido e pode alcançar em maio/22 volumes superiores ao registrado em igual mês do ano anterior, quando alcançou 126,7 mil toneladas, em 21 dias úteis”, observa a IHS.

Até a segunda semana de maio/22, a média diária exportada ficou em 7,3 mil toneladas, um avanço de 22,3% frente a média exportada no mês de maio de 2021.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316,00 a arroba.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 289,00.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 283,00.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 290,00 por arroba.
  • Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 290,00 para a arroba do boi gordo.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma queda das cotações no curto prazo.

O quarto traseiro seguiu com preço de R$ 23,20 por quilo. O quarto dianteiro seguiu no patamar de R$ 16,20 por quilo. A ponta de agulha seguiu precificada a R$ 16,30 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 2,19%, sendo negociado a R$ 4,9410 para venda e a R$ 4,9390 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9270 e a máxima de R$ 5,1040.

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