Arroba segue subindo com “briga” pela matéria-prima

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Frigoríficos disputam a matéria-prima nas praças pecuárias em meio a preocupação dos pecuaristas que estão vendo os preços da reposição disparar junto ao dos insumos.

Mercado segue de acordo com o esperado para o final do mês. Nesta quinta-feira, 29 de abril, o mercado físico do boi gordo registrou estabilidade nos preços da arroba na maioria das praças pecuárias do Brasil, apesar da pressão de baixa por parte dos frigoríficos que seguem disputando a matéria-prima. Valores para os animais padrão exportação seguem recebendo ágio de até R$ 15/@ em algumas praças!

Com a pressão de baixa devido ao relativo aumento de oferta, os compradores não estão com dificuldades de manter os preços, com lotes sendo adquiridos abaixo da referência, mas por enquanto, de modo geral, os preços estão estáveis na comparação feita dia a dia. 

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 311,60@, na quinta-feira (29/04), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 289,70/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 294,86/@.

Dessa forma, segundo as informações da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos estão sendo negociados em R$ R$312,00/@, R$290,00/@ e R$303,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Mas há negociações acima desta referência para alguns lotes pontuais.

Para o bovino de até quatro dentes destinado à exportação, a cotação está em R$320,00/@, preço bruto e à vista, ágio de até R$15,00/@ em relação ao valor do boi com destino ao mercado comum.

Já o Indicador do Cepea, apresentou valorização e saltou de R$ 312,10/@ para o patamar de R$ R$ 313,70/@. A valorização da Indicador já passa de 60% nos últimos doze meses.

As indústrias, continua a consultoria, seguem tendo grande dificuldade em repassar o aumento de custo da matéria-prima (boiada gorda) ao preço final da carne, por conta do fraco consumo interno. Para evitar piora drástica nas margens operacionais, as plantas optam pelo uso reduzido da capacidade de abate, enquanto barganham preços menores no mercado do boi gordo.

Na B3, assim como no físico, dia de estabilidade. O contrato com vencimento em maio permaneceu cotado a R$ 306,20/@. Já o junho/21, avançou pontualmente 0,19%, fechando o dia negociado a R$ 311,00/@

A preocupação em relação à oferta aumenta no início da entressafra. Conforme Iglesias, com uma possível redução do confinamento de primeiro giro, o mercado vai novamente se deparar com um quadro de restrição de boiadas disponíveis para comercialização.

Por conta disso, o ágio entre animais destinados ao mercado doméstico e animais padrão China segue em média a R$ 10 por arroba, podendo alcançar até R$ 15 por arroba, conforme a região produtora.

Cotação do boi gordo

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 312, ante R$ 314 na quarta-feira.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295, inalterado.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 300 ante R$ 302.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, contra R$ 309.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba, inalterados.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, a expectativa em termos de consumo é positiva para a primeira quinzena de maio, considerando que, além da entrada dos salários na economia, há também as comemorações relacionadas ao Dia das Mães, data que tradicionalmente motiva o consumo de carnes.

Mas a predileção do consumidor médio seguirá sobre cortes que causem um menor impacto em sua renda média, algo bastante natural em função das dificuldades macroeconômicas de 2021. “Portanto, o quarto dianteiro e
principalmente a carne de frango seguem como escolhas prioritárias de uma grande parcela da população”, destaca Iglesias.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.

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