Arroba subiu cerca de R$ 10 e boi gordo some da praça

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Os preços do boi gordo finalizaram a semana conforme previsto, os preços subiram cerca de R$ 10,00 e boi some da praça com lacuna na oferta; Confira!

O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos nesta sexta-feira, 18, com indústria tendo grande dificuldade em compor as suas escalas. Segundo a análise, os preços subiram cerca de R$ 10,00/@ a depender da praça analisada. Os pecuaristas buscam melhores preços na comercialização, de olho nos preços da reposição e dos insumos!

“Ainda não é esperado aumento relevante da oferta de gado confinado nas próximas semanas”, disse o presidente da Scot Consultoria, acrescentando que “o escoamento da produção de carne bovina é o ponto a ser acompanhado”, ressaltou ele.

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo voltou a apresentar grande valorização, a cotação voltou ao patamar recorde de R$ 320,90 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 22%. Em 12 meses, os preços alcançaram 52,16% de valorização.

Sendo assim, os preços tiveram alta de R$ 10,00/@ nos últimos 30 dias, segundo o Indicador do Cepea. Com relação aos bovinos jovens voltados ao mercado externo, apesar de a referência seguir em R$325,00/@, preço bruto e à vista, é esperado que os preços voltem a subir!

Segundo levantamento diário da Scot Consultoria, nas regiões de São Paulo, o boi, vaca e novilha estão sendo negociados em R$ 315/@, R$ 292/@ e R$310/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). Animais com padrão exportação (abatidos jovens, de até quatro dentes) recebem ágio de até R$ 9/@ em relação ao boi comum, acrescenta a consultoria.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 321,62/@, na sexta-feira (18/06), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 304,31/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 314,33/@. Esse é o novo recorde para a praça de São Paulo, falando em preço médio!

Segundo acompanhamento da IHS Markit, nos últimos dias, as indústrias frigoríficas reduziram o ritmo de compra de gado gordo, fugindo das especulações de alta na arroba.

Diante dos preços altos do boi gordo e da dificuldade em repassar o forte aumento de custo ao restante da cadeia pecuária (atacado/varejo), alguns frigoríficos já optam por paralisar as suas operações temporariamente, com o objetivo de proteger as suas desgastadas margens operacionais, relata a IHS.

Do lado da ponta vendedora, a oferta de animais terminados que chega ao mercado é mínima, constituída por lotes pequenos, provenientes de negociações pontuais.

Exportações

Em relação as vendas externas de carne bovina in natura, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no acumulado das duas primeiras semanas de junho (8 dias úteis), a média diária de embarque ficou em 6,68 mil toneladas/dia, avanço de 10,7% em relação à média do mês anterior, o que sugere uma retomada gradual da demanda externa.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes no curto prazo, em linha com o menor apelo ao consumo no decorrer da segunda quinzena do mês. “Importante mencionar que o consumidor médio ainda opta por proteínas mais acessíveis, com ênfase a carne de frango, algo bastante compreensível no atual ambiente macroeconômico”, assinalou Iglesias.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,75 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,50 o quilo, assim como a ponta de agulha.

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